sexta-feira, 16 de agosto de 2013

LOBÃO FAZ DECLARAÇÕES CONTRA O FORO DE SÃO PAULO

FORA FORO





TRANSCRIÇÃO DA FALA;

Lobão (músico);

- O Foro de São Paulo existe! Vai está instaurando-se ai, se reunindo agora. Tinha que ter uma auditoria. Se agente fizesse uma auditoria do Foro de São Paulo agente causava um impeachment em pelo menos dezoito republiquetas da América Latina. Por quê? Porque eles tem além de associação com o crime organizado, com AS FARC, eles pôem a soberania de cada país - inclusive o nosso - abaixo do Foro de São Paulo, isso a imprensa teria que investigar e a sociedade civil teria que cobrar. 
  Este é o ponto gravitacional, o epicentro do furacão chama-se uma coisa; "Foro de São Paulo". Enquanto não resolver o "Foro de Sâo Paulo" agente vai estar refém de uma organização muito bem estruturada que todo mundo já fala com uma certa naturalidade... Unasul... tem bandeira... É vermelha... E outra coisa, é claro que o comunismo é super anacrônico, agora infelizmente a América latina é muito anacrônica e incompatível com tudo isso, então é melhor agente acordar porque na verdade o buraco é muito mais em baixo...

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Falácia e grosseria: o homeschooling segundo mais dois "izpessialistas"

Falácia e grosseria: o homeschooling segundo mais dois "izpessialistas"
por André de Holanda, sábado, 7 de julho de 2012 
No dia 27 de junho, a educação domiciliar (em inglês, homeschooling) foi assunto de discussão no programa Brasil das Gerais, transmitido pela emissora de televisão estatal Rede Minas.  Os objetivos -- os confessos, ao menos -- eram "questionar as vantagens e desvantagens" da prática e "se é saudável tirar uma criança ou adolescente da escola regular".  Foram convidados para o programa Ricardo Dias, que educa, há dois anos, os dois filhos em casa e é presidente da Associação Nacional de Educação Domiciliar (ANED); Cleber Nunes, que pratica a educação não-escolar há quase sete anos; o sociólogo Rudá Ricci e a pedagoga Lucíola Santos. Graças à dupla de "especialistas", o show se tornou uma exibição lamentável de desonestidade argumentativa e de ignorância dos fatos.
O rol de convidados foi mal pensado. Para o bem do debate, deveriam ter sido convocados estudiosos contrários e outros favoráveis à prática em questão. Longe disso, o que se fez foi chamar dois supostos especialistas que pouco conheciam o assunto, ambos contrários à educação domiciliar, e permitir que atacassem, com artilharia vil, a honra e o estado emocional dos pais convidados. Ricci e Santos não se muniram de fatos e pesquisas. Nem se dispuseram a ouvir o que dois dos mais longevos praticantes brasileiros da educação não-escolar (que, juntos, somam oito anos de experiências) tinham a falar. Foi por isso que a dupla interrompeu diversas vezes as falas de Cleber e Ricardo, e não esperou (nem a apresentadora, em alguns momentos) que concluíssem seus argumentos e relatos. Não foram honestos, não seguiram as regras da boa argumentação. Pelo contrário, os "dotôres" se armaram com peças de acusação direcionadas às pessoas dos pais -- não só daqueles que ali estavam, no estúdio, mas de todos os que adotam, responsável e corajosamente, um tipo de educação ainda incipiente no Brasil.
Eis o vídeo da primeira parte (aviso: as cenas são fortes; você verá "intelectuais" dizendo que eles, e não você, é que sabem como educar seus filhos):
Analiso, a seguir, selecionando algumas passagens, de que modo se deu o ataque, e como Rudá Ricci e Lucíola Santos desceram muito baixo para passar ao telespectador a sensação de vitória. Não, não havia cientistas ali! Por trás dos diplomas e doutorados que intimidam o leigo, revelaram-se, enfatuados, dois representantes da histeria e da paranoia de parcela significativa da "estupidentsia" acadêmica brasileira. Abaixo, as falácias cometidas por ambos são destacadas em itálico.
Rudá Ricci iniciou sua participação no debate -- aos 13:56 do vídeo -- interrompendo Cleber Nunes. Cleber, perguntado sobre os processos judiciais sofridos por sua família, dizia que ele mesmo e sua esposa foram condenados, cível e criminalmente, por abandono intelectual, após seus filhos serem aprovados em vestibular de direito (em 2007, quando eles tinham 13 e 14 anos) e em prova da Secretaria de Educação de Minas Gerais imposta pelo juiz da vara criminal (em 2008). Acertadamente, ele concluiu: "Percebi que o interesse não estava na educação deles, mas que o interesse da Justiça era tão-somente que eles estivessem na escola."
Depois de ouvir isso, Ricci desfia seu contra-argumento, sua peça de acusação, tão aborrecida quanto falaciosa. Confusamente, o "sociólogo" compara (com falsa analogia) o direito de educar com o (inexistente, segundo ele) direito ao suicídio: "O Estado não defende só a pessoa: defende a sociedade, os direitos." Para Ricci, que discorda de que as pessoas sejam donas de seus corpos, um sujeito é incapaz de se matar sem pôr outros em risco. Mas o que é que isso tem a ver com educar fora de escolas? É que essa prática também seria um risco coletivo: "É o fim da democracia, da vida social." Por quê? Cleber, Ricardo e TODOS os que educam em casa, garante Ricci, estão "trazendo uma cultura do egoísmo e do individualismo extremo" (falácia da omissão, ataque à pessoa e conclusão irrelevante).
Fatos? Pesquisas?[1] Nada. Será que a vida social e a democracia inexistem ou sofreram duro golpe nos Estados Unidos, onde a prática é comum há mais de três décadas e, hoje, há mais de 2 milhões de crianças e adolescentes educados em casa?[2]
Testemunhamos, com o passar do programa, um Rudá Ricci cada vez mais descontrolado e desleal. Recorrendo mais uma vez à falsa analogia e atacando a pessoa dos convidados, Ricci compara pais praticantes da educação em casa com políticos e marketeiros (14:55, parte 1). Em comum, alega, eles deixariam "tirar foto do aluno pra fazer propaganda do curso", o que iria "causar um dano imenso [ao aluno]". A acusação, sabemos, é irrelevante para verificar vantagens ou não da educação em casa. E não há, é óbvio, nenhuma evidência de que tal "exposição" (fantasiosa!) causasse danos aos estudantes domiciliares.
Ricci tentou, desde o início, construir um espantalho para ter em quem bater. O pai que educa em casa não está, necessariamente, "dando aulas" domiciliarmente. Há quem adote, por exemplo, métodos como os comumente chamados aprendizagem natural e auto-aprendizagem (citados por Ricardo, a partir dos 8:22 do primeiro bloco) e que não acreditam que os filhos precisem ser "ensinados".
Mas Ricci, que parece não querer saber de fatos, afirma exatamente o contrário (falácia da omissão, a partir dos 14:33), certo de que os pais precisam ser "técnos" (sic) para ter sucesso educando em casa. Cleber não sustentou, em momento algum do programa, nem que o testemunho de seus filhos em audiências públicas, nem que avaliações formais sejam, para ele, evidência de que a educação em casa é tecnicamente "boa". Mas Ricci, de novo, inventa um fato e atribui a Cleber um argumento que lhe é estranho (a partir dos 15:09).
A "professora" Lucíola Santos, chamada a participar do debate aos 18:58 de programa, articulou de modo mais claro os seus argumentos, o que tornou mais evidente as fraquezas deles. Lembremos, antes, mais uma vez, que o objetivo do programa é discutir as "vantagens e desvantagens da educação domiciliar". Pois bem. Vejamos os argumentos de Santos:
(1) Os pais que educam em casa apontam defeitos na escola, mas não se mobilizam para melhorá-la. Isso se dá (assim entendi) porque eles não acreditam no estado; (2) Os pais que educam em casa (supus que houve generalização) "têm alguma espécie de posição político-religiosa que os mobiliza a não querer que seus filhos convivam com pessoas diferentes". Isso levaria a "processos de fundamentalismo, em guetos, em situações inviáveis do ponto de vista social"; (3) Os pais não têm competência, nem tempo, nem condições para ensinar todos os conteúdos escolares às crianças até a idade de 17 anos; (4) Se a legislação permitir que pais eduquem em casa, haverá caos -- porque "muitos pais podem fazer bem, outros, não" -- e injustiça -- "porque os pais não são os donos das crianças."
O primeiro argumento é mais um ataque à pessoa despropositado. O que o fato de alguns pais (e não todos!) não "acreditarem no Estado" como agente de educação nos diz da eficácia ou ineficácia do ensino domiciliar, das suas vantagens ou desvantagens?
O segundo, mais um ataque à pessoa, também não nos revela nada da questão em debate! A debatedora não cita nenhum fato que corrobore a afirmação de que pais que tiram seus filhos da escola evitam a convivência deles com "pessoas diferentes" (como se os filhos fossem iguais aos pais!).
O terceiro argumento torna constrangedoramente manifesta a ignorância de Lucíola Santos sobre o assunto. A educação domiciliar, já dissemos, não é, necessariamente, educação curricular, conteudista, programática. Considerando este fato, a suspeita em relação a "competências, tempo e condições" é, toda ela, vaga, descabida e completamente alheia à ciência.
O quarto argumento de Santos tampouco se sustenta em fatos.  Ela prevê uma situação de "caos" (leia-se "de não planejamento estatal") porque "muitos" pais podem "fazer bem" à educação domiciliar e outros pais, não.  Ora, os pais que educam em casa não defendem que a prática seja imposta sobre outras famílias.  Aliás, suponho que a professora ainda não conhece o caso do Texas, estado americano que conta, segundo o Texas Home School Coalition, com cerca de 120 mil famílias educando em casa ("caoticamente", por que não?), e onde os pais não precisam ter nem certificado de professor para fazê-lo.  Recomendo-lhe o site da organização: http://www.thsc.org/.
No mais, Santos, que não definiu o que seria "fazer bem" a educação domiciliar (o que impossibilita o debate sobre o termo), garantiu, citando o coletivista Estatuto da Criança e do Adolescente, que os pais não são "os donos" dos filhos[3] (questão que, sozinha, rende uma discussão à parte), sem dizer bem em que isso é relevante para conhecermos "as vantagens e desvantagens da educação domiciliar".
O nível do debate no restante do programa, acredite, leitor, foi pior -- e não merece que nos detenhamos muito nele. Um desfile de ataques pessoais (uma cena especialmente desconfortável tem começo aos 17:12), de apelos emocionais (chega a ser cômico o apelo à Xuxa, novo tipo de generalização precipitada combinada com apelo à emoção, utilizado por Rudá Ricci aos 15:13), apelo à autoridade (a partir dos 7:13 e dos 7:33), apelo à maioria (a partir de 15:48)... E por aí vai.
Além do mais, a discussão se deu, o tempo todo, em termos "utilitários", de saber se a educação fora de escolas certificadas pelo estado é "boa", se é "saudável" acadêmica e socialmente.  Antes disso, a meu ver, há questões mais importantes e fundamentais: por que o estado tem o direito legítimo de (com o pretexto de "educá-los") tomar violentamente os filhos de seus pais?  E quem lhe deu tal direito?  Se essas questões forem postas em debate, veremos que a velha "mágica do governo" surgirá evidente nas respostas mais comuns.
Encerro o texto dirigindo-me a Rudá Ricci e aos "especialistas" que, como ele e Lucíola Santos, acham que as tolices diplomadas passarão incólumes.  Na segunda parte do programa, Ricci vaticina que "shopping curriculares" como os que teriam sido feitos pela família de Gilmar e Vânia Lúcia Carvalho (apresentada no início do segundo bloco) são um "erro estrondoso que nós só vamos ver dali a pouco, quando tiver 25, 30 anos...".  Ricardo Dias alegou que "as pesquisas de hoje mostram o contrário", mas não conseguiu, na hora, citar nenhuma.  Então, Ricci respondeu-lhe (7:50): "Não sei que pesquisas, porque eu sou pesquisador da área... Você há de convir: fui professor de mestrado e de doutorado da educação, eu conheço a literatura. Não existe pesquisa que diga isso que você está dizendo... Não existe. É definitivo isso."
Bom, apesar do apelo à ignorância do "pezquisadô", as pesquisas existem. A seguir, cito dez delas que tem por objeto a socialização e as realizações acadêmicas de crianças e adolescentes educados em casa. Recomendo todas para os interessados na matéria. Bom proveito!

1. Delahooke, Mona. (1986). Home Educated Children's Social, Emotional Adjustment and Academic Achievements:A Comparative Study. Unpublished doctoral dissertation. Los Angeles, CA: California School of Professional Psychology.
2. Knowles, J. Gary (1991). Now We Are Adults: Attitudes,Beliefs, and Status of Adults Who Were Home-educated as Children. Paper presented at the annual meeting of the American Educational Research Association, Chicago, April 3-7.
3. Medlin, Richard G. (2000). Home schooling and the question of socialization. Peabody Journal of Education, 75(1 & 2), 107-123.
4. Ray, Brian D. (2010, Frebuary 3). Academic Achievement and Demographic Traits of Homeschool Students: A Nationwide Study. Academic Leadership Journal, 8(1).
5. Ray, Brian D. (2003). Homeschooling Grows Up. National Home Education Research Institue: Salem, Oregon.
6. Rudner, Lawrence M. (1999). Scholastic achievement and demographic characteristics of home school students in 1998. Educational Policy Analysis Archives, 7(8).
7. Shyers, Larry E. (1992). A comparison of social adjustment between home and traditionally schooled students. Home School Researcher, 8(3), 1-8.
8. McDowell, Susan. (2004). But What About Socialization? Answering the Perpetual Home Schooling Question: A Review of the Literature. Philodeus Press.
9. Taylor, John Wesley. (1986, May). Self-Concept in Home Schooling Children. Doctoral dissertation, Andrews. University, Michigan.
10. Van Pelt, D.A., Allison, P.A. and Allison, D.A. (2009). Fifteen Years Later: Home Educated Canadian Adults. London, ON: Canadian Centre for Home Education (Monograph).


[1] Duas pesquisas recentes (Ray, 2003; Van Pelt, Allison & Allison, 2009) verificaram o engajamento social de adultos que foram educados em casa nos Estados Unidos e no Canadá. Os resultados: comparados com seus pares não educados domiciliarmente, eles se mostraram mais frequentes em grupos de atividades e organizações comunitárias, e mais participativos nas eleições em seus países.
[2] Brian D. Ray. (2011). 2.04 Million Homeschool Students in the United States in 2010. National Home Education Research Institute.
[3] Esse argumento, que já chegou nas altas esferas da Justiça brasileira, não é novo. Em 2001, o ex-ministro do STJ Francisco Peçanha Martins, então relator do caso da família Vilhena Coelho (que defendia o direito de educar em casa os seus três filhos mais velhos), arguiu que "os filhos não são dos pais". A família teve o direito negado por seis votos a dois.

Fonte (link)

quarta-feira, 10 de julho de 2013

O gigante acordou? Não, só estava sonambulando...



A frase tema da suposta revolução comuno/fascistóide que ganhou corpo pelo protesto do aumento de 0,20 centavos (liderado pelo movimento “Passe livre”) das passagens de ônibus trazia a expressão; “O GIGANTE ACORDOU”. Acordou para ver os problemas nacionais causados pelo corrupto governo Dilma? Não. Acordou para realizar protestos vazios e desconexos. Acordou como um bovino muito forte e poderoso, entretanto ainda com algemas de submissão. Apesar da onda de protestos que varreram o país, nada se alterou para melhorar de maneira significativa. Os protestos não tinham foco nem projeto, não havia representatividade e muito facilmente a linha tênue entre a cidadania e o total vandalismo era rompida. Claramente havia uma intenção de promover o confronto com a polícia que por vezes foi encurralada e de igual modo também cometeu excessos, estava instaurado o caos estratégico como já bem comentado pelo “Mídia sem mascaras” no artigo “caos e estratégia”.

            A revolução gramsciana ganhou corpo, mas não tinha controle algum. Com um grande inconveniente nas mãos os esquerdistas uniram-se no mesmo objetivo comum, retirar o foco do governo PT. Houveram frases de repúdio a este partido por diversas vezes, então estrategicamente é lançada uma proposta de reforma política – um sonho antigo do FORO DE SÃO PAULO – as vésperas de possivelmente perder o governo nas próximas eleições, uma série de medidas absurdas vem sendo tomadas para tornar o pais o mais socialista possível. Verdade é, que em nada as cinco propostas de reforma política da presidente Dilma Rousseff contemplam os protestos.

            Então vemos que tanto barulho e quebradeira ocorridos no país eram desprovidos de organização que trouxesse luz as questões sociais. Uma vez a sociedade chamando a devida atenção dos governantes não soube o que opinar e não teve a devida representatividade – as "ONGs" que se diziam porta-vozes dos movimentos nada mais eram que extensões de partidos políticos esquerdistas – logo todos trabalharam diretamente para os interesses comuno/socialistas (inocentes úteis).

            O gigante acordou? Não. Ele não acordou, só estava sonambulando. Sonhando que poderia mudar os rumos da nação, sonhando que a corrupção acabaria. A verdade é que continua ignorante político não sabendo ele que o grande inimigo está no poder puxando os fios das marionetes.