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terça-feira, 22 de setembro de 2015

O partido NOVO já começa com o Pé Esquerdo. Ou, partido que se autodefine como liberal adota postura socialista.





A pouco celebrou-se o nascimento do "Partido Novo" que se autodefine como liberal. O TSE aprovou o registro do partido dia 15 de setembro. A legenda que foi fundada por empresários, médicos e advogados fez o Brasil bater a marca de 33 partidos registrados. De forma geral a instituição prega as políticas baseadas nos ideias do liberalismo tais como:

1 - Estado limitado.

Esta medida vem em oposição ao conceito de estado controlador e intervencionista imposto através de leis autoritárias pelas esquerdas. Desde a criação do Foro de São Paulo em 1990 uma série de leis abusivas são criadas para inflar a máquina estatal e disseminar o controle do governo comuno/socialista sobre os cidadãos. O conceito de estado limitado vai na contramão do socialismo e prega a devolução das liberdades individuais aos cidadãos para que estes decidam como querem viver.

2 - Redução da carga tributária.

Antônio Gramsci criou uma estratégia para impedir o desenvolvimento econômico, ele propôs o aumento sistemático de impostos a medida que a economia fosse crescendo. Como já sabemos, o Brasil possui uma das mais altas concentrações de impostos do mundo. E para completar o governo petista, que nos envergonha dia após dia, humilha a população com impostos cada vez mais crescentes. Somada a essa aberração administrativa está a indústria das multas que incham ainda mais os cofres públicos.

3 - Preservação das liberdades individuais.

Esta é outra demanda da população brasileira. Existe um clamor crescente por liberdades em todas as esferas, principalmente naquelas em que o governo estatista - que aí está - já colocou as garras. Hoje, por exemplo, está aí o vigor do clamor popular pelo direito a posse de armas. Durante a era lulista houve um plebiscito para que os brasileiros escolhessem se queriam ou não o direito da posse de armas de fogo. Como resultado a população optou pela posse, o governo petista logo usou uma manobra sórdida contra a população impondo na caneta, e contra a vontade dos brasileiros, o estatuto do desarmamento. Dentro do conceito de liberdades individuais o direito a posse enquadra-se dentro de um princípio liberal.

4 - Propriedade privada.

No Brasil, como já sabemos, o direito a propriedade privada é constantemente violado por grupos de esquerda marionetados pelo governo. Grupos como o MST, por exemplo, possui uma forte militância apoiada pelo governo, a estes reconhecidamente a lei não se aplica. É com diz a velha frase; aos amigos tudo e aos inimigos a lei.

5 - Contra o carreirismo político.


Os chamados políticos profissionais que se eternizam dentro do governo e são eles os maiores impedimentos para o crescimento nacional. Estão ali por eles mesmos e seus esquemas de vantagens e não pelo povo e o sistema representativo.


Em suma o "partido Novo" nasceu para suprir uma demanda da sociedade brasileira. O que nos desagrada é somente o fato de este partido já começar com o "pé esquerdo" adotando medidas socialistas. Na verdade se enquadrando mais como postura de centro esquerda e não uma postura reconhecidamente liberal. O partido usa essa estratégia para ganhar a simpatia daqueles que ainda estão vinculados as enganosas políticas populistas com o seus sistemas de bolsa e outros assistencialismos. Vejamos o que o presidente comentou sobre o bolsa família em entrevista, volto em seguida;

JOÃO AMOEDO: A gente não defende o Bolsa Família. Eu diria o seguinte, o Bolsa Família como uma medida emergencial – e pela lógica que ele atende, que é você dar recursos ao necessitado e não dar o serviço – é um sistema interessante. Agora, duas coisas que nos incomodam no Bolsa Família. A primeira, que acaba sendo derivada da outra, é o seguinte: ele não tem, claramente, uma porta de saída, e se comemora quando há um aumento da quantidade de pessoas que o utilizam. A gente enxerga o Bolsa Família como um remédio que não cura a doença, ele apenas tira a dor. Então é um negócio necessário por um período, mas você deveria trabalhar para combater a doença em si. Se ele fosse usado desta forma, ele é interessante. Agora, como ele é feito hoje – de modo que ele fica quase sendo uma coisa que você quer perpetuar e aumentar – não faz sentido. Principalmente dentro daqueles princípios que a gente falou. O indivíduo é o agente de mudanças. Não dá pra deixar as pessoas dependentes do Estado.

Vamos as considerações. O partido se posiciona em parte a favor da política esquerdista do bolsa família por razões óbvias. A primeira é pra evitar o linchamento moral por parte das mídias esquerdistas, a segundo para angariar possíveis seguidores de um partido que adota políticas socialistas, ou melhor dizendo, políticas populistas. Só um fato a se considerar, aqueles que já estão amarrados as políticas populistas já estão muito bem amarrados e não será com esse tipo de posturas que conseguirão novos votos. É mais fácil um político como o Dep. Jair Bolsonaro conseguir conquistar uma camada da sociedade que demanda pelo fim das enganosas políticas comuno/socialistas do que o "partido Novo" que adota o discurso de proximidade com o socialismo. Neste ponto da questão o partido ainda evita ser rotulado de "direita". A mensagem liberal precisa ser clara e o combate tem que ser aberto. Estamos em tempos de guerra cultural e principalmente de guerra política e o partido já começou, digamos, com o "pé esquerdo". 


terça-feira, 19 de maio de 2015

Sobre os três pilares do Liberalismo Clássico.

O Liberalismo Clássico é apoiado em três pilares:

1 - O livre mercado.

2 - A propriedade privada.

3 - O Governo limitado.

Assista ao vídeo extraído do texto "Cinco Reformas":







sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Todo esquerdista dando entrevista é uma comédia! Danilo Gentili entrevista Luciana Genro no The Noite.



Luciana Genro é aquele tipo de esquerdista radical deslocado da realidade, que acha que o comunismo é o mundo encantado. Suas alegações, algumas mentirosas, outras ingênuas e outras ainda quase sensatas a promoveram nas redes sociais como uma candidata "sem noção". Explico, pra que não pareça que é pura implicância de reacionário. A candidata do PSOL - pra quem não sabe, aquele partidinho de esquerda cuja pauta é promover tudo que não presta como maconheiros, prostituição, pornografia infantil e o vandalismo black bloc - fez declarações um tanto incoerentes, como uma boa militante ex-usuária de drogas (segundo ela) se propôs a defender a agenda mais radical das esquerdas e do Foro de São Paulo. Convidada pelo humorista Danilo Gentilii - que já está na lista negra do partido do mensalão, PT - foi entrevistada por ele para que definisse os seus "ponto de vista". Vejamos as propostas de Luciana Genro:

Reforma na estrutura tributária

"Bom, a primeira mudança que agente precisa fazer é na estrutura tributária do país, nos impostos que cada um paga. Porque agente paga um monte de imposto no salário e também no consumo, tudo que agente paga tem um imposto embutido. Só que esse imposto do consumo é muito injusto porque o imposto de alguém que ganha 1 salário mínimo paga sobre o leite é o mesmo que um milionário paga sobre o leite. Então pra agente fazer uma distribuição de renda agente precisa diminuir esse imposto sobre o consumo (...). E fazer os milionários pagarem mais impostos, por isso eu tenho dito que eu não vou governar pra todos eu vou contrariar interesses. (...) Eu vou mexer nos interesses dos milionários e dos bancos fazendo a regulamentação do imposto sobre as grandes fortunas, que é a minha proposta de quem tiver fortunas acima de 50 milhões (...) paga uma alíquota de 5% ao ano. ".

O discurso parece maravilhoso e vindo de uma mente "hobinhoodiana", tirar dos ricos para dar aos pobres parece de uma nobreza quase divina. Para Luciana Genro uma lei como a dos impostos que se aplica a todos sem distinção não é justa então a solução "psolista" é "se ganha mais, tire mais". Inevitavelmente aumenta o controle do estado sobre os cidadãos, tornando o Brasil menos Brasil e mais Cuba. Como aplicar a prática de expropriação meio que saiu de moda agora a moda é quebrar a economia com o aumento de impostos. Repare que a "psolista" não quer menos impostos, na verdade ela quer mais impostos. Então alguém que ganhou o seu dinheiro por meios legais pagando todos os impostos necessários para produção e comercialização de forma honesta também tem que dar uma fatia gorda para o governo inchado para sustentar as militâncias e todas as sanguessugas que lá estão. Portanto reforma tributária para Luciana Genro é aumentar a carga tributária, aumentando o poder do estado e destruindo consequentemente a economia debilitada do país tupiniquim. 

A presidenciável também deixou bem claro que não quer agradar o agronegócio. Alguém tem que ensinar para essa senhora que o agronegócio é responsável por 30% do PIB nacional. Na verdade o Brasil só não está em uma situação pior porque a produção agropecuária é um poderoso pilar econômico e por isso é um dos alvos da esquerda nacional. Aos desinformados digo que faz parte do projeto da esquerda sabotar a economia, essa premissa diabólica está descrita no decálogo de Lenin.  


Legalização das drogas

Vejamos a posição de Luciana G:

Sou a favor, sou a favor da legalização da maconha. Eu vejo que a guerra as drogas faliu, aliás quem diz isso nem sou eu, (...) até o Fernando Henrique, presidentes de outros países, prêmios nobeis de economia, a guerra as drogas não funcionou pra acabar com o narcotráfico, nem pra diminuir o uso de drogas, só aumentou a violência e a corrupção. Eu acho que primeiro agente tem que liberar a maconha, liberar não, liberar não é a palavra certa, é descriminalizar e regulamentar o uso, que o projeto do Jean Willys que ta lá na câmara que é nosso deputado do PSOL do Rio de Janeiro. 

Faz parte do projeto do Foro de São Paulo, a legalização do consumo de drogas nos países onde a famigerada instituição consegue estender seus tentáculos. Em todos os países do mundo o consumo de drogas diminuiu exceto no Brasil que quintuplicou. Por que será? Por falar em drogas e especialmente a maconha - que a sra. Genro defende - lembramos das Farc. As Forças Revolucionárias da Colômbia, grupo guerrilheiro que promovia a entrada de 80 t de cocaína/ano no Brasil (segundo Fernandinho Beira Mar). É inevitável concluir que caso as drogas neste país sejam liberadas para uso recreativo - como se fosse possível usar crack recreativamente - o grande prêmio vai para as Farc, que logo passaria a ser vista não mais como um grupo hostil - sob o rótulo de narcotraficante - coroando todos os seus atos hediondos. Então se iniciaria o processo de infiltração de narcoguerrilheiros dentro do pais como já ocorre na Venezuela, quero lembrar que Hugo Chaves - o ditador - lamentou copiosamente o abatimento do narcotraficante Raul Reyes e disse com todas as letras que havia conhecido o mesmo em uma reunião do Foro. A esquerda brasileira é uma só e tem o mesmo objetivo, destruir as soberanias e as democracias da América Latina para implantar ditaduras bolivarianas. O comunismo sempre se utilizou do banditismo para promover sua agenda, eles reconhecem os criminosos como revolucionários. Quem acha que isso é um absurdo quero lembrar o caso do Deputado do PT - partido membro do Foro - que participou de reunião com o PCC em que se planejava ataques a ônibus e nada foi feito, não foi expulso do partido e nem ao menos punido. O caso pode ser lido aqui.

Os mesmos que pedem complacência para os viciados em canábis são aqueles que querem promover o linchamento moral dos conservadores do Brasil, como ela mesma, a sra. Genro falou, não governará para todos. Isso é um recado que em seu plano de governo o cidadão brasileiro que não se enquadra na agenda do partido está de fora da pauta. O que nos faz recordar o princípio esquerdista; "toda tolerância para a esquerda e nenhuma tolerância para os inimigos". 

A proposta atrasada do PSOL, visa transformar o Brasil em um republiqueta desestruturada, sem plano econômico e sem projetos de desenvolvimento reais. A melhor proposta de L. Genro é transformar o mercado negro de drogas em um negócio estatal. Não haverá empresário do ramo das drogas mais poderoso que o estado. É de uma infantilidade doentia pensar que todo o problema gerado pelo consumo de drogas no Brasil se resolverá com um projeto de lei estúpido. É possível observar um poderoso lobby forçando a entrada da liberação das drogas, o que nos faz refletir se a população brasileira realmente quer essa proposta insana. 

A pergunta constrangedora de Roger

Roger; Você e seu partido apoiam o socialismo que é uma ideologia que já matou no mundo inteiro mais de 80 milhões de pessoas pelo menos, apesar disso tem muitos jovens e tem alguns velhos também babões que acham uma coisa meio romântica o socialismo e tal e não praticam o socialismo, mas são os chamados da esquerda caviar. né? Você não se incomoda de ser associada a qualquer uma dessas duas ideologias? 

Luciana G; Eu me incomodo por que eu não me identifico com nenhuma delas. Eu não me identifico com essas experiencias que se chamavam de socialismo, mas que não eram socialismo. Por que a ideia do socialismo é uma ideia generosa de igualdade, de liberdade. Não esses regimes ditatoriais que ocorreram e que mataram, embora o capitalismo também mate, muito se fala dos assassinatos cometidos pelos regimes stalinistas, na verdade não socialistas, mas pouco se fala das mortes provocadas pelo capitalismo, seja nas guerras, seja na fome, seja no desemprego, não é. Eu acho que em nenhum lugar do mundo nós temos um modelo de sociedade a seguir. Nós precisamos construir o nosso próprio modelo, com democracia e com liberdade (...).


Roger; Isso é meio utópico não é? Eu digo, numa guerra pelo menos os dois lados tão matando, enfim é uma consequência. Eu acho que o comunismo matou sim, e acho que ele não funciona sem ser de forma ditatorial, pelo menos é o que agente tem visto na prática. 


Luciana Genro; É que na prática agente nunca viu um regime socialista realmente acontecer. (Roger; Ha, a velha desculpa!). Entendeu? Esses regimes foram distorções do socialismo. Por que a ideia do socialismo é a ideia generosa da liberdade e da igualdade, então esses não servem de modelo.


O socialismo ou comunismo utópico nunca existiu. O socialismo real é essa aberração que vemos na Coréia do Norte, na China, em Cuba e nessa republiquetas bolivarianas infectadas pelas estratégias do Foro de São Paulo. Ninguém quer encarar os filhos bastardos do comuno/socialismo e L. Genro faz juntamente o mesmo, ela diz não se identificar com eles. Dai vem sempre a velha desculpa; "essas experiencias não eram o socialismo"! Mas é claro que eram! O socialismo real é aquele que promove a fome, a miséria, os baixos salários, a destruição dos valores morais e total poder do estado. A única igualdade promovida pelo socialismo é a igualdade entre os pobres porque os figurões como Fidel Castro continuam ricos e poderosos. Ela diz não se identificar com regimes ditatoriais mas é exatamente isso que a proposta de governo dela coloca em pauta, mais estado inchado. Relembrando o que diz uma das premissas do comunismo; "tudo pelo estado, tudo para o estado e nada contra o estado"! O que pode sair dessa fórmula se não um regime de escravidão como nos ensina Hayek em seu livro "O caminho da servidão". (aqui)

O que sobra para a sra. Genro é atacar o capitalismo e dizer com a todos os pulmões expondo-se ao ridículo que deturparam o socialismo. Em tantas experiencias nenhum único bom exemplo pode ser observado em tantos anos de história? Ou o socialismo não pode funcionar de jeito nenhum, ou todos os revolucionários eram incompetentes, incapazes ou psicopatas - a última opção parece ser a mais plausível. 
Alguém tem que ensinar a essa senhora que o capitalismo não é sistema de governo e sim um sistema econômico de trocas voluntárias e o maior promotor de liberdade de escolhas, de opinião. Graças ao capitalismo malvado nações puderam prosperar e produzir riquezas e bens duráveis. Se quisermos fazer uma rápida comparação basta compararmos a gaiola que se tornou Cuba com o estado democrático Israelense, dois países muito pequenos, um sem nenhum tipo de liberdade econômica ou de produção de riquezas e o outro apesar de pequeno, árido e constantemente ameaçado por bombardeios terroristas continua próspero. 

Mas como nada bom pode vir do socialismo resta apenas o apelo utópico; "o socialismo é maravilhoso!", "o socialismo é generoso"!. Resumindo, para essa gente o comuno/socialismo com seus milhões de mortos em nome de um causa utópica e nenhum resultado real é o paraíso e tudo é válido para alcançar esse fim. O capitalismo com todos os seus resultados reais de prosperidade, avanço tecnológico e bem estar - lembrando que é um sistema econômico e não de governo - é o mal e precisa ser destruído. 


A candidata do PSOL ridicularizou a si mesma demostrando ar de superioridade em um assunto que ou desconhecia ou cinicamente mentiu. Estude mais - foi o conselho da candidata. Mas é justamente porque estudamos que podemos dizer que o comunismo não presta. 

Finalmente Danilo Gentili deixou a candidata falar nos seus últimos 30 segundos para que contasse uma piada. Ela disse que iria aproveitar para pedir votos, ao que Danilo respondeu; "O que não deixa de ser uma piada"!




quinta-feira, 18 de setembro de 2014

A destruição do político pelo Nazismo e Comunismo



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

Antes de tomar o Poder e, para tomá-lo, os partidos comunistas e os nazistas utilizam todos os meios da política. Eles se instalam no jogo político, apesar de eles mesmos, segundo seus próprios critérios e sua disciplina interna, se colocarem fora do jogo. Por exemplo, quando o Partido Bolchevique reivindicou a terra para os camponeses e a paz imediata, não era para se contentar com o êxito dessas duas reivindicações. Tratava-se de colocar os camponeses e os soldados do seu lado a fim de lançar o processo revolucionário. Feita a revolução, a terra foi expropriada e a guerra foi ativamente preparada sem que o partido tivesse visto nisso qualquer contradição.

Uma vez no Poder, a política do partido fica mais do que nunca voltada para a destruição do político. As formas orgânicas da vida social, a família, as classes, os grupos de interesse, os corpos constituídos, são suprimidos. A partir daí, as pessoas, privadas de todo direito de associação, de agregação espontânea, de representação, reduzidas à condição de átomos, são colocadas em um novo enquadramento, o qual se modela sobre aquele que deveria subsistir se o socialismo existisse como sociedade. Ele assume, então, a denominação de sovietes, de uniões, de comunas.

O Partido Nazista imitou sumariamente a destruição comunista do político. Ele também tomou o Poder escondendo seus objetivos reais, enganando seus aliados provisórios para, em seguida, liquidá-los. Ele também criou quadros novos e integrou neles a juventude e as ‘massas’. Destruir imediatamente os velhos quadros não era seu objetivo. Contentou-se em neutralizá-los e submetê-los. Assim, sobreviveram no nazismo os empresários, um mercado, juízes e antigos funcionários. A seguir veio a guerra, que acentuou e acelerou o controle nazista. Não se sabe o que teria acontecido se ela tivesse sido ganha.

Führerprinzip foi uma peça essencial da trama social. Ela se organizava em torno de uma hierarquia de chefes leais, devotados ao Reich, ligados por um juramento, e isso até o fundo da escala a partir do chefe supremo, cuja exaltação era coerente com o espírito do sistema. O Partido Comunista também era hierarquizado. A originalidade do partido de Lenin residiu no fato de que, desde a sua fundação, o centro designava à ‘base’ aqueles que deveriam ser eleitos, de tal modo que a eleição democrática se tornava simplesmente um teste do poder absoluto do ‘centro’. 

É que a consciência gnóstica, o saber científico fundador do partido, se encontrava teoricamente no organismo dirigente e se difundia a partir desse ponto para a ‘base’ que, remetendo o poder para o ‘centro’, manifestava seu progresso na assimilação da doutrina e da ‘linha’. Dessa forma, viu-se aumentar o culto ao chefe Lenin, o que chegou ao seu apogeu com Stalin. Trotsky, Zinoviev, Bukharin, Stalin buscavam o mesmo objetivo: o socialismo, mas seria necessário que um deles fosse o chefe. Sucederam-se, então, em circuito fechado as traições, prisões e assassinatos. O culto subsistiu mas, no tempo de Brejnev já demonstrava as suas fraquezas.

Os dois regimes – o nazista e o comunista – se referem a um passado mítico sobre o qual se modela um futuro imaginário (...) A idéia de Marx, segundo as palavras de Raymond Aron, era ir de Rousseau a Rousseau, passando por Saint-Simon, isto é, pelo progresso técnico e industrial. Já o hitlerismo era voluntarista: apenas a obra demiúrgica da vontade poderia restaurar a boa selva, em equilíbrio biológico. O leninismo contava com o automovimento da História para dar à luz a Arcádia moderna. 

O automovimento produz o partido, instrumento desse parto. O voluntarismo também é exaltado mas, ao mesmo tempo, ele é exaltado e negado, uma vez que ele – o partido – encarna apenas a consciência da necessidade.
Entre esse passado fabuloso e esse futuro ideal, o tempo presente não tem valor próprio (...) O passado próximo é o inimigo, o presente não conta, tudo fica submetido ao futuro, aos fins últimos, à utopia.


Os fins ilimitados do nazismo – A política de apaziguamento conduzida por Chamberlain, e em certa medida a política de divisão seguida por Stalin em 1940, repousavam sobre a hipótese de que Hitler poderia estar satisfeito com o que já havia obtido, pois já havia rasgado o Tratado de Versalhes e ‘adquirido’ bastantes ‘terras a Leste’ (...) Tendo reorganizado a Alemanha, eliminado os inaptos, os judeus, os ‘inferiores’, ele sentiu necessidade de ir mais longe (...) Fez um pacto com a União Soviética e, em uma leviandade incompreensível, declarou guerra aos EUA.

Nessa guerra, o nazismo revelou a si mesmo a sua vocação para exterminar fatia por fatia toda a Humanidade. Na medida em que o mundo resistia, a polaridade ariano-judia se tornava cada vez mais evidente. O judeu aparecia aos olhos de Hitler como o indício de resistência à realização do grande plano, pois tinha corrompido o mundo inteiro, conspurcado tudo, ‘enjudeusado’ tudo. Por isso, era a totalidade da humanidade que deveria ser purificada. Exterminada, portanto.

As ordens de aniquilamento dadas por Hitler, em 18 e 19 de março de 1945, não visavam uma luta final heróica (...) Para uma luta desse tipo, pouco adiantava colocar centenas de milhares de alemães no caminho da morte, nem fazer destruir tudo o que poderia servir à mais humilde das sobrevivências. Esse último genocídio de Hitler, agora voltado contra a própria Alemanha, tinha como único objetivo punir os alemães por sua recusa em agir como voluntários na direção de uma luta final heróica, no desempenho do papel que Hitler lhes tinha atribuído. Aos olhos de Hitler, isso constituía um crime passível de pena de morte. Um povo que não assume o papel que lhe era destinado deve morrer (1).

Hitler se recusou a construir ‘o nazismo em um só país’ e, para isso, os nazistas praticaram a ‘tática do salame’, dado que cada ‘raça’, antes poupada, via em seguida chegar a sua vez. Todavia, rapidamente tudo isso desembocou em um massacre geral. Eles não poderiam, como teria feito Stalin, prometer a independência à Ucrânia, dispostos a acertar suas contas com ela após a vitória. Foi necessário que eles tratassem de exterminá-la imediatamente, o que levou os ucranianos a ficarem contra eles, nazistas.

Hitler acreditava ser o veículo genial da Volksgeit e que suas ordens, no início prudentes, depois insanas, vinham de algo situado acima dele, e essa embriaguez era em parte comunicada ao seu povo. Por isso a irracionalidade na condução da guerra. Algumas decisões desejadas por seus generais teriam podido equilibrá-la e, pelo menos, levá-la a um empate, sob a condição, nunca dada, de que ela se propusesse fins limitados, falta que acabou, por culpa de Hitler e de seu wagnerismo doentio, levando-o à derrota.


Os fins ilimitados do comunismo – O projeto comunista é declaradamente total. Ele busca em extensão a revolução mundial, compreendendo por isso uma mutação radical da sociedade, da cultura e do próprio ser humano, autorizando a colocação em prática de meios racionais para obter esses fins alheios à razão. Lenin, durante a guerra, mostrou-se um sonhador quimérico, sobrepondo às realidades do mundo as entidades abstratas do capitalismo, do imperialismo, do oportunismo, do esquerdismo e de muitos outros ‘ismos’ que, em sua opinião, explicavam tudo. Ele os aplicava tanto à Suiça, como à Alemanha e à Rússia (...)

A tomada do Poder por um partido comunista é preparada por uma luta puramente política no seio de uma sociedade normalmente política. É lá que ele treina suas táticas e as coloca em prática depois da vitória do partido. Aquela – por exemplo – chamada ‘tática do salame’, que consiste em fazer alianças com forças não-comunistas, de forma que force o aliado a participar da eliminação dos adversários: primeiro, a ‘extrema direita’, com a ajuda de toda a esquerda; depois, a fração moderada dessa esquerda e, assim, sucessivamente, até a última ‘fatia’, que deve submeter-se e ‘fundir-se’ sob pena de ser, por sua vez, eliminada.

Esse profissionalismo, que inclui a astúcia, a paciência, a racionalidade, quanto ao objetivo buscado, faz a superioridade do leninismo. Mas trata-se apenas de destruição, pois a construção é impossível porque esse objetivo é insensato. A prática comunista não segue uma inspiração estética, mas procede, a cada instante de uma deliberação ‘científica’. A falsa ciência copiando da verdadeira seu caráter demonstrativo e seus procedimentos lógicos. Isso apenas torna mais louca a empresa, mais implacável a decisão e mais difícil a correção, pois a falsa ciência impede que se constatem os resultados da experiência. Pouco a pouco a destruição se amplia e se torna total.

Na Rússia ela percorreu seis etapas: primeiro, a destruição do adversário político: a antiga administração. Isso foi feito em um piscar de olhos, logo em seguida ao putsch de outubro de 1917. Depois, a destruição das resistências sociais, reais ou potenciais: partidos, exército, sindicatos, cooperativas, corpos culturais, universidades, escolas, academias, Igreja, editoras, imprensa. No entanto, o partido logo se dá conta de que o socialismo nem sempre existiu como sociedade livre, auto-regulada e que, assim, a coação é, mais do que nunca, necessária para fazê-lo surgir. 

Mas a doutrina prevê que há apenas duas realidades – o socialismo e o capitalismo. É nesse momento, então, que a realidade se confunde com o capitalismo e que é preciso – terceira etapa – destruir toda a realidade: a aldeia, a família, os restos da educação burguesa, a língua russa. É preciso estender o controle sobre cada indivíduo tornado solitário e desarmado pela destruição de seu sistema de vida, levá-lo para um novo sistema em que será reeducado, recondicionado. Eliminar, enfim, os inimigos escondidos.

O fracasso da construção do socialismo no exterior deveu-se ao ambiente externo hostil. Pela sua simples existência, ele é uma ameaça, quaisquer que sejam as cores desse espectro hostil: democracia burguesa, social-democracia, fascismo. É preciso então – quarta etapa – criar em cada país organizações de tipo bolchevique com um organismo central para coordená-los e adaptá-los a esse modelo central, o Komintern.

Quando, valendo-se das circunstâncias, o comunismo pôde se estender, as novas zonas agregadas ao ‘campo socialista’ conheceram etapas análogas de destruição. Porém, em toda a extensão do campo, o partido (pela voz de Stalin) assinala que ‘o capitalismo está mais forte que nunca’, se infiltra e se estende no próprio partido, que perde a sua virtude. Cabe então ao líder do partidário, e apenas a ele, destruir o partido (quinta etapa), para recriar um outro com seus restos. Stalin fez isso uma vez, não sem imitar Hitler e a sua ‘noite dos longos punhais’. Ele se preparava para fazê-lo uma segunda vez quando a morte o surpreendeu. Mao-Tsetung fez duas vezes: no momento do ‘Grande Salto para Frente’ e, depois, mais nitidamente ainda, na ‘Revolução Cultural’.

Usura e Destruição – Na lógica pura dos dois sistemas levada ao limite está contido o extermínio de toda a população da Terra. Mas essa lógica não se aplica e não pode se aplicar até o fim. O princípio do comunismo é o de subordinar tudo à tomada e conservação do Poder, pois é ao Poder que cabe a responsabilidade de realizar o projeto. Todavia, as destruições causam um tal desgaste que o poder do partido corre o risco, não de enfrentar uma revolta geral porque sabe preveni-la, mas de ver desaparecer a matéria humana sobre a qual ele se exerce. Foi o que aconteceu no final do ‘comunismo de guerra’: a Rússia se afundava, se liquefazia quando Lenin decretou a trégua da NEP (...).

Enquanto a revolução não vence em escala mundial, o mundo exterior, mesmo reduzido a uma ilhota minúscula, é uma ameaça mortal. Por sua simples existência, ele corre o risco de fazer explodir a bolha de sabão da ficção socialista. E pouco importa que ele seja verdadeiramente hostil, como ele só foi uma vez com Hitler, ou que ele queira apenas a tranqüilidade e o status quo, como desejou o Ocidente depois da derrota do nazismo. Para manter o mundo real à distância, para eventualmente destruí-lo, é preciso uma força real à disposição do partido e esta só pode ser tirada da realidade que ele controla. Ele tem necessidade de um mínimo de economia real para nutrir a população de um mínimo de tecnologia e de indústria para equipar o Exército. Subsistem então produtores, técnicos, cientistas. O partido não pode fazer passar para o outro lado do espelho tudo o que ele é, pois seria vítima do nada que ele mesmo produziu.

Enfim, a penúltima etapa, a destruição do próprio partido, colide com os reflexos vitais de sobrevivência. Depois dos grandes expurgos de Stalin e de Mao, o partido optou por algumas medidas ‘conservadoras’: não se matam mais comunistas, eles apenas caem em desgraça. Na Rússia, tudo isso levou à decadência do sistema. O partido envelheceu, porque a conservação do Poder terminou por se identificar com a conservação dos postos e dos cargos.

As táticas colocadas em prática em tempos dramáticos só servem para isso. Brejnev apodreceu lentamente na direção máxima e o partido se corrompeu, pois embora se dedicando mais aos objetivos do comunismo, quis, ao mesmo tempo, usufruir o poder e desfrutar das riquezas. Sai da irrealidade e entra na realidade devastada por sua ação, onde só encontra, em abundância, mercadorias vulgares, que nem a arte consegue embelezar, como a vodca, as datchas e as grandes limusines. Quanto ao povo, este se atola na porção da realidade que lhe foi sempre concedida, se vira como pode, se desinteressa de um regime que não mais lhe oferece a consolação da queda dos poderosos e a oportunidade de substituí-los. A degradação geral chega finalmente a um limite. Quando um piparote aleatório faz desabar o castelo de cartas, que poderia ter desabado muito antes, descobre-se uma paisagem pós-comunista mafiosa e semi-indolente, esgotada em sua energia.

Na China, os sobreviventes dos expurgos maoístas tomaram um caminho diferente. As necessidades do poder puro se misturaram aos cuidados de desenvolver o poder da China enquanto tal, e o comunismo morto foi infiltrado pelo nacionalismo vivo. Contemporâneos da decadência do sovietismo, eles lamentaram ter seguido um modelo errado de desenvolvimento, enquanto que outras partes do mundo chinês, e em sua periferia, tinham seguido um outro modelo, melhor. Daí o caráter ambíguo da China atual, em pleno desenvolvimento, mas sem que o partido abandone seu projeto e sem que se saiba se esse partido é ainda comunista. As circunstâncias fizeram com que restasse apenas um regime comunista puro que, até hoje, preferiu a lógica do auto-aniquilamento: a Coréia do Norte.

Não sabemos como teria evoluído o nazismo. Ele não chegou ao seu clímax, pois foi derrubado nos primeiros passos da sua expansão. Ele se voltou para a realidade externa antes de ter terminado com a sociedade alemã. Enquanto a URSS preferiu a subversão organizada, o desencorajamento programado do ‘inimigo externo’, e o Exército Vermelho chegando somente para selar a vitória política, o nazismo recorreu imediatamente à guerra. A guerra acelerou de modo formidável o programa nazista, mas suscitando uma resistência mundial rapidamente vitoriosa.
As características do nazismo permitem eventualmente imaginar que Hitler teria podido chegar a uma paz de compromisso, que lhe teria deixado uma área vasta e estável. Nesse caso, morto oFührer, o regime teria se comportado de forma análoga à do regime leninista.

Na usura e no fracasso dos regimes totalitários, o fator externo é inegavelmente importante. Ele foi decisivo no caso da Alemanha nazista, esmagada por vários exércitos. Em contrapartida, o mundo capitalista nunca constituiu perigo para os regimes comunistas. O nazismo aumentou a legitimidade do comunismo aos olhos do Ocidente. Durante a época da chamada ‘Guerra Fria’, a política do roll back foi imediatamente afastada em favor daquela do containment. Essa opção não impediu vastas expansões territoriais comunistas na Ásia, na África e até na América. Finalmente, o único ponto do mundo em que o comunismo foi derrubado da maneira como o foi o nazismo, por uma invasão maciça devidamente organizada, em meio, é verdade, a um concerto de protestos de algumas potências não comunistas, foi a minúscula ilha de Granada.

O texto acima foi extraído das páginas 65 a 80 do livro de Alain Besançon, A Infelicidade do Século, editora Betrand Brasil, 2000
Nota:
(1) Sebastien Haffner, Un Certain Adolf Hitler, Paris, Grasset, 1979


Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

(fonte)

domingo, 24 de agosto de 2014

O professor de História da articulista da Carta Capital mentiu pra ela

Empregada do panfleto petista Carta Capital, Cynara Menezes ficou famosa na Internet por conta do blog, batizado com a alcunha de "Socialista Morena", no qual expõe seus pensamentos sobre política e economia (ou, no caso, a ausência de algum). No ambiente virtual, ela concorre pari passucom Leonardo Sakamoto pelo troféu "Descompensação Mental Esquerdista do Ano". A moça possui um talento ímpar para escrever sandices, aleivosias e toda sorte de mendacidades. Em seus textos, a verdade é torturada e as mentiras da esquerda alcançam níveis psiquiátricos de criatividade e cara-de-pau. Sempre que surge um texto dela na minha timeline, eu deixo de seguir a pessoa que o postou. Contudo, eventualmente, talvez conduzido por algum tipo de ímpeto masoquista, chego a clicar no link para saber sobre o que ela está mentindo. Invariavelmente, é tanta cavilação, que sou tomado de desanimo ante a ideia de refutá-la, dado que a crítica teria mais de dez vezes o volume do texto criticado. Assim, acabo sempre "deixando pra lá". Desta feita porém, dado a fato de que ela conseguiu se superar no quesito enormidades por linha de texto, simplesmente tive que assumir o meu senso de dever. Dispus-me finalmente a matar esse "Javali de Erimanto", somente pela recompensa de extrair e expor suas entranhas. O título da "coisa" é "Como os capitalistas financiaram o nazismo de Hitler e o fascismo de Mussolini". Sugiro que leiam o original tentando prestar atenção na forma sórdida com a qual ela usa uma mentira para imprimir veracidade à outra e, só em seguida, retornem aqui para acessar minhas considerações. Abaixo, os trechos de autoria da doida estão em vermelho, seguidos de minhas observações, em cinza.
Quem fornecia o pesticida Zyklon-B (cianeto de hidrogênio) colocado nas chamadas “câmaras de gás” utilizadas pelos nazistas para exterminar milhões de judeus? A empresa alemã IG Farben, antecessora da mesma Bayer que continua a fornecer inseticidas mundo afora.
A pergunta com a qual a "jornalista" abre o "artigo" é, claro, retórica. A resposta que ela fornece em seguida, à luz de alguém com uma inteligência mínima, não comprova absolutamente nada. Por que o fato de uma empresa (ou um grupo de empresas, que seja) ter fornecido o que quer que seja ao nazismo faria com que o nazismo fosse caracterizado como um regime de livre mercado? Acaso não é exatamente uma marca do livre mercado o choque de interesses e autonomia em relação a uma entidade que centraliza e articula as atuações das empresas? Não obstante, em que pese a pobreza do primeiro parágrafo (o qual, inclusive, sob o ponto de vista da redação está incompleto, uma vez que não fecha a ideia que pretende expressar), o pouco que foi dito é suficiente para acionar no público com o qual ela se comunica — adestrado em esquemas de "estímulo x reação" extremamente simplórios, baseados nos clichês propalados pela esquerda — toda uma miríade de inferências as quais serão tomadas pelos que as realizaram como verdades apriorísticas incontestáveis.

Contudo, se nos movermos para além do andrajo mental que é a marca da récua esquerdista, percebermos que o raciocínio que a "Socialista Morena" sugere está baseado sobretudo em um absoluto e catastrófico desconhecimento histórico. Vamos lá! Vamos desanuviar a confusão mental que a pena de aluguel dessa senhora espalha por aí: Em primeiro lugar, conforme já explicamos na página "Meu professor de História mentiu pra mim", o cerne da ideologia do nazismo consiste em manter a propriedade privada dos meios de produção SOMENTE do ponto de vista formal, ao passo em que, na prática, realiza a estatização deles. Juridicamente, as empresas eram privadas, mas era o Führer quem decidia o que elas produziriam, de quem elas comprariam matéria prima, para quem venderiam seus produtos, quem elas contratariam como empregados, quem elas demitiriam, etc. O partido nazista tinha controle TOTAL sobre as empresas alemãs, portanto o que mais lhes sobraria além de produzir o que o Führer mandava?
A ignorância em torno do socialismo não resiste a cinco minutos de pesquisa no Google. A mais recorrente mentira que a direita tenta espalhar e que encontra receptividade em jovens sem leitura, desconhecedores da história e que se contentam com meia dúzia de frases nas redes sociais, é que o sanguinário Adolf Hitler foi um socialista. Isto baseado na “genial” sacada de que o nome do partido dele era Partido Nacional Socialista. Certamente devem achar que a Coréia do Norte é democrática e popular, já que se chama República Democrática Popular da Coréia. Ou talvez o PSB brasileiro seja socialista, né?
Após investir apenas três linhas do texto para apresentar uma leitura de uma conjuntura que, conforme foi demonstrado acima, não significa absolutamente NADA, a "Socialista Maluca" dá continuidade, no segundo parágrafo, ao único objetivo que ela de fato alcançou sucesso: o da criação de uma verborragia completamente vazia de sentido: "A ignorância em torno do socialismo não resiste a cinco minutos de pesquisa no Google". É pra rir? É muito fácil se arvorar refutar o FATO de que o NAZISMO É UMA IDEOLOGIA DE ESQUERDA e, após três linhas que somente mal e porcamente se assemelham ao enunciado de um arremedo de argumento, mandar as pessoas pesquisarem no Google. Basicamente ela está confessando a própria incompetência argumentativa, pois está dizendo "O nazismo é de direita. Quer uma prova? Procure por si mesmo no Google". Ao fazê-lo, Cynara transforma o Google em uma entidade infalível detentora de toda a verdade.

Afora ela ter incorrido em uma falácia que Shopenhauer teria denominado de "Argumentum Ad Googlium", deixemos de lado a inabilidade da moça para lidar minimante com a construção de um texto argumentativo (se ela fosse mais instruída, não seria socialista) e passemos para observar o cumprimento do que ela sugere: o fato é que a Internet é um livro de areia no qual cada um diz o que quer e, portanto, cada um acha também o que lhe convir. Assim, o mesmo Google que vai listar centenas de páginas afirmando que o nazismo era uma ideologia de direita também vai listar mais outra centena dizendo que era de esquerda. E não basta saber o que diz o maior número. A verdade não é e nunca foi questão de supremacia quantitativa. Os textos que afirmam que o nazismo é uma ideologia de esquerda o fazem refutando os argumentos usados para alegar que seja de direita. Portanto, a ÚNICA forma HONESTA de debater é provar a falsidade ou a impropriedade desses argumentos. Mas Cynara Menezes acredita, de toda sua alma, que basta que ela IGNORE os argumentos e — voilà! — eles desaparecerão! "Argumentum ad Ignotatium".

Ela alega que quem afirma que o nazismo é de esquerda são "jovens sem leitura, desconhecedores da história (que ela — ato falho! — grafa com letra minúscula) e que se contentam com meia dúzia de frases nas redes sociais", quando na verdade é ela que expõe a própria ignorância ao desconhecer as obras de autores como François Furet, Jean François Revel, Richard Overy, Joachim Fest, John Lukacs, Robert Gelatelly, Viktor Suvorov, John Toland, Yan Kershaw, Jonah Goldeberg, Alain Besançon, Friedrich A. Hayek  (ver, por exemplo, capítulo "As Raízes Socialistas do Nazismo", no livro "O Caminho da Servidão"), entre tantos outros que afirmam o caráter revolucionário e de subversão social do nazismo. Somente a título de ilustração, Alain Besançon (autor do IMPRESCINDÍVEL "A Infelicidade do Século") — que a visão de "longo alcance" da Socialista Morena enxerga como "jovem sem leitura, desconhecedor da História e que se contenta com meia dúzia de frases nas redes sociais" — é — na realidade do mundo factual concreto — diretor da Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais de Paris e sua propriedade para falar do Socialismo nasce do fato de que já foi militante comunista na época do stalinismo, tendo passado a adotar uma posição crítica à ideologia comunista quando percebeu as atrocidades que Stalin cometera. (Vejam o que ele nos diz sobre essas duas ideologias: “O comunismo é MAIS PERVERSO que o nazismo, porque ele não pede ao homem que atue conscientemente como um criminoso, mas, ao contrário, se serve do espírito de justiça e de bondade que se estendeu por toda a terra para difundir em toda terra o MAL. Cada experiência comunista é recomeçada na INOCÊNCIA.”).

Como poderia conhecer esses autores? A mulher não sabe nem os significados das palavras da língua na qual ela escreve. O termo "sacada", no contexto em que ela o emprega, significa "uma ideia iluminadora", "uma percepção que, a despeito de obvia, ainda não havia ocorrido a ninguém". Afirmar que a palavra "nazismo" origina-se de uma corruptela em alemão para "Nacional Socialista" não é nenhuma "ideia iluminadora", muito menos "uma percepção que ainda não havia ocorrido", mas apenas enunciar o óbvio e arqui-sabido. Desconhecendo o significado das palavras que ela mesma escolhe para se comunicar, é natural que meça os outros com a régua que usa para si própria e chegue à conclusão de que todos são tão ignorantes e "sem leitura" quanto ela mesma. O fato é que tal informação sobre a origem etimológica da palavra "nazismo" está presente em qualquer enciclopédia, ou em qualquer livro que fale sobre o tema. Inclusive, verificar isso por si mesmo não exige nem mesmo o mais rudimentar conhecimento do alemão uma vez que as palavras que designam tal características são cognatas às suas relativas em Língua Portuguesa: NSDAP, a sigla da legenda, é o topônimo de Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei — NATIONAL SOZIALISTISCHE.

Ocorre que esse NÃO é o argumento que prova que o nazismo é de esquerda, mas apenas, como já foi dito, uma CONSTATAÇÃO DO ÓBVIO. Dizer que a direita se baseia apenas no nome do partido para afirmar que o nazismo era de esquerda não passa do expediente da chamada "Falácia do Espantalho" (já contamos o uso de três falácias em apenas um único parágrafo), ao mesmo tempo em que ela ela se nega a todo custo a lidar com os argumentos: 01) Ambos (nazismo e comunismo) possuem Estrutura social coletivista; 02) ambos promoveram a sectarização da população (por etnia, no nazismo; por classe, no comunismo); 03) ambos partem de uma mentalidade revolucionária (proposta de fazer tábula rasa do legado civilizacional, recriando não só a sociedade, mas o próprio ser humano: "o homem ariano", no nazismo, e "o homem proletário", no comunismo); 04) Ambos promovem o culto à figura do "grande líder"; e 05) Ambos promovem o controle Estatal dos Meios de produção.

O pior vem depois: "Certamente devem achar que a Coréia do Norte é democrática e popular, já que se chama República Democrática Popular da Coréia". Não, Cynara! Não achamos que a Coreia do Norte seja democrática, porque estamos cientes de que se trata de uma nação socialista e, conforme SEMPRE aconteceu em TODAS as experiências de socialismo (SEM NEM UM ÚNICO EXEMPLO QUE FUJA À REGRA), ela só pode ser TOTALITÁRIA. Além disso, também estamos cientes que a mentira e a enganação são patognomônicas do socialismo, de modo que — claro! — se trata de um caso de uso demagógico de uma palavra para falsear a realidade — aliás, conforme você própria, na qualidade de SOCIALISTA morena, está fazendo nesse momento. A cereja do sorvete ela guardou para o final: "Ou talvez o PSB brasileiro seja socialista, né?" (!!!) Haja mau caratismo! Haja perfídia! Haja falsidade! Ela quer se utilizar de uma pilhéria para fazer entender ser ironia um enunciado que só verdadeiro em seu sentido literal. É claro que o PSB é socialista!

Vamos iluminar a ignorância — ou ausência de escrúpulos? — da Socialista Morena. "PSB" é a sigla que por extenso significa "Partido SOCIALISTA Brasileiro". Como não basta ter "Socialista" no nome para ser de fato socialista, vamos a uma breve recapitulação histórica para termos a dimensão do tamanho da jumentice de Cynara Menezes:

O PSB foi fundado por Miguel Arraes, que — na qualidade de governador do Estado de Pernambuco, por este partido — foi um dos principais fomentadores das chamadas "Ligas Camponesas", movimento criado por COMUNISTAS para espalhar a luta de classes no campo, uma espécie de Proto-MST. (As "Ligas Camponesas" foram fundadas em 1945 pelo PCB, Partido COMUNISTA Brasileiro, e comandadas na época por Gregório Lourenço Bezerra, mas foram abafadas pela ação de Getúlio Vargas. Em 1954, elas ressurgiram no estado de Pernambuco, dessa vez comandadas por Francisco Julião, um dos deputados que tiveram o mandato cassado durante a Contra Revolução de 1964, além de ser aliado de Leonel Brizola. Como se não bastasse, Francisco Julião foi o responsável por importar de Cuba para o Brasil a primeira ação de guerrilha de que se tem notícia: Em 1961, ele foi para Cuba e, ao retornar, passou a empenhar seus esforços para reerguer as Ligas Camponesas. Em 1963 houve uma missão do exército brasileiro que dissolveu a ação desses vândalos no estado de Goiás, no local em que eles se instalavam, foram encontrados pelos militares brasileiros armas do exército cubano, mapas impressos em Cuba e, inclusive a bandeira cubana (!!!). Para validar o que eu afirmo aqui, não preciso recorrer ao livro "A Verdade Sufocada", do Coronel Ustra, pois o fato está amplamente documentado na obra de Denise Rollemberg, de título "O Apoio de Cuba a Luta Armada no Brasil"). Em 1962, Miguel Arraes foi eleito governador de Pernambuco e utilizou seu mandato para fomentar a ação das "Ligas Camponesas". Apoiado pelo governador do estado onde agiam e financiado com dinheiro vindo de Cuba, o movimento ultrapassou as fronteiras de Pernambuco e chegou a Paraíba, Goiás e até ao Rio de Janeiro. Aliás, o apoio e fomento às Ligas Camponesas são apenas uma ação no vasto currículo político de Arraes, cuja profissão de fé era justamente transformar o Brasil em um satélite da União Soviética. Arraes era avô e foi o mentor da carreira política do atual candidato à presidente pelo PSB, Eduardo Campos. Campos entrou definitivamente na política, alçado à posição de Secretário Estadual da Fazenda, do alto dos seus 28 aninhos, em 1994, quando seu avô Miguel Arraes mais uma vez se elegeu governador de Pernambuco. No governo de Luis i-Néscio, Campos foi nomeado Ministro da Ciência e Tecnologia (diga-se de passagem, com a formação resumida a um mero bacharelado em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco e, portanto, sem nenhum atributo diretamente ligado à função). Ao entrar no Mistério, prometeu a criação de um submarino nuclear e de um satélite brasileiro que seria lançado da Base de Alcântara. Nada disso foi feito. A base explodiu e o do submarino não se tem mais notícia. O verdadeiro legado dele é que Brasil abandonou décadas de parcerias tecnológicas com os Estados Unidos e a Europa e passou a se alinhar com russos, chineses e iranianos, em resumo, ele foi o responsável pelo atual posicionamento geopolítico do Brasil, direcionado para a extrema-esquerda mundial. Não precisa de mais, não é verdade? Mas tem: o Manifesto de Fundação do PSB, documento que norteia as ações do partido, afirma abertamente (já que este documento é de consulta pública para qualquer interessado) que o partido tem como objetivo a "socialização dos meios de produção" e colocar "limites à propriedade privada".  Por conta do crescente contingente de internautas que denunciam a meta comunista do petê, o coordenador de comunicação da pré-campanha de Eduardo Campos, Alon Feuerwerker, está tentando suprimir os trechos do documento com tais passagens, como se retirar uma ou duas frases de um texto escrito fosse suficiente para alterar a trajetória política de décadas de História. Fiz questão de trazer a trajetória do PSB somente porque sei que a grande mídia se esmera em ocultá-la. Mas todo esse parágrafo poderia ser resumido na frase: "O PSB é signatário do Foro de São Paulo". Ou precisa dizer mais?
Se tudo isso que foi dito acima não faz o PSB se configurar como um partido SOCIALISTA... Sou obrigado a concluir que ou eu ou a Socialista Morena não sabe o significado da palavra SOCIALISMO. Prestem atenção no grau de canalhice dessa senhora. Prossigamos no escrutínio do "artigo" da moça:
Vários esquerdistas na rede perderam algum tempo desmentindo a idiotice. Os melhores links, em minha opinião, estão no artigoDetonando a Mentira de que os Nazistas eram de Esquerda (em inglês), onde o blogueiro e tuiteiro Shoq escancara o total nonsense desta história. Mas o cineasta independente grego Aris Chatzistenaou foi além e praticamente desenhou para quem se recusa a pesquisar ou pelo menos usar a lógica. A ascensão do nazismo de Adolf Hitler na Alemanha e do fascismo de Benito Mussolini na Itália durante os anos 1920, 1930 e 1940 só foi possível com a colaboração e o suporte financeiro de grandes corporações ainda hoje poderosas: BMW, Fiat, IG Farben (Bayer), Volkswagen, Siemens, IBM, Chase Bank, Allianz… Sem contar, é claro, com os grupos de mídia.
Para a Socialista Morena, argumentar, contra-argumentar e refutar argumentos são PERDA DE TEMPO. Claro! Como ela sabe que a esquerda possui a hegemonia cultural, debater com a direita, ainda que seja para tentar neutralizar as refutações das mentiras da esquerda, já é conceder voz ao inimigo. Para que correr o risco de ser pego com a boca na botija, se ela pode continuar a produzir textos completamente vazios de sentido, enquanto colhe os louros da situação de integrar a turma que recebe as verbas públicas? Atentem para o detalhe de que o texto avança, ela até alega que outros o fizeram, mas argumentar, ela mesma, ela se mostra completamente INCAPAZ. Ademais, nesse caso específico, não basta argumentar para provar que o nazismo era de direita. Esse é a tese que é amplamente disseminada na opinião pública. Os argumentos foram postos contra ela, provando que é "de esquerda". Assim, a essa altura do debate faz-se necessário calar-se ou REFUTAR os argumentos que foram apresentados. Mas o que ela faz? Ela reapresenta as alegações iniciais, as quais todos já conheciam antes dos refutadores da tese argumentarem, demonstra a mais profunda ignorância dos argumentos que negam o consenso, convencida do fundo do coração que basta repetir o que todo mundo já sabe e ignorar o que só uma minoria sabe para poder sair cantando vitória. Simples assim! Todas as POUCAS alegações que ela fez até agora já foram refutadas. Ela só as reapresenta, como se fosse uma discussão infantil na qual o último menino que diz "feio é você" é alçado ao triunfo por ter vencido o outro pelo cansaço. 

De fato, os regimes fascista e nazista, pelo menos no início, receberam apoio das empresas citadas, bem como de uma parcela considerável da chamada "burguesia". O ponto é que, sem olharmos para o contexto histórico, tal informação não tem absolutamente nenhum valor. Toda a Europa estava aturdida com o fortalecimento da ameaça comunista, os relatos da fome e da miséria que a revolução bolchevique estava espalhando na União Soviética faziam-se ouvir em todo o continente, disseminando, de um lado, o medo de possíveis investidas militares vindas de Moscou e, do outro, a necessidade de se criar alguma ferramenta para impedir que os sindicatos de cada país germinassem uma revolução bolchevique análoga à que aconteceu na Rússia. Em relação ao fascismo, essa tese é afirmada por um historiador especialista nessa ideologia e que alcançou notável sucesso e respeito entre os círculos de ESQUERDA, o inglês Denis Mack Smith: "O fascismo estava fazendo sucesso NÃO por causa de sua ideologia, mas devido às suas expedições punitivas que intimidavam a oposição socialista" ("Mussolini", Paladin, 1983). 

Na época, ficaram evidentes os limites dos regimes políticos baseados em democracias liberais, sobretudo no que diz respeito à sua capacidade de proteger a população em caso de uma guerra que, àquela altura, parecia a única alternativa às ambições imperialistas da URSS: "Era a esses [aos ricos] que Mussolini fazia apelo quando anunciava que o capitalismo poderia melhor florescer se a Itália abandonasse a democracia [liberal] e aceitasse uma ditadura como necessária para esmagar o socialismo e tornar o governo eficaz" (idem). É claro que regimes totalitários baseados na concentração de poder nas mãos do Estado necessariamente dão à nação a qual governam um desenvolvimento militarista incomparável. O ditador não precisa lidar com a opinião pública e, ao mesmo tempo, pode dispor da quantidade de verbas que bem entender para fortalecer suas forças armadas e investir na indústria bélica. Enquanto representantes políticos de nações democráticas se entregam a acalorados debates buscando convencer um ao outro da necessidade de seguir por este ou aquele caminho, a nação totalitária conduzida pela mão de ferro de um ditador passa por cima e esmaga as democracias. Dessa forma, o surgimento do totalitarismo no seio de uma nação leva seus vizinhos a também se tornarem regimes totalitários, para poderem se defender de possíveis investidas. Tal situação foi descrita na obra "O Poder", de Bertrand de Jouvenel, da qual Cynara jamais ouviu falar

Aliás, se a Socialista Morena tivesse ainda que o mais parco e mísero conhecimento de História, saberia que a palavra "ditadura" vem do latim "dictatura", que era a forma como os romanos chamavam os regimes de exceção em que o poder era concentrado nas mãos de um único governante, com o objetivo de enfrentar uma ameaça externa. Desse modo, os regimes totalitários nazista e fascista receberam apoio porque eram vistos como a ÚNICA forma de impedir o avanço do imperialismo bolchevique e/ou a eclosão, no corpo social, de movimentos revolucionários marxistas, que facilitariam as pretensões expansionistas moscovitas. Inferir daí que ser contra a dominação da União Soviética é ser "de direita" (partidário do liberalismo econômico e engajado em conservar o legado civilizacional) é uma conclusão que só pode ocorrer em cérebros em estado terminal de necrose. É o mesmo que diante de duas quadrilhas brigando pelo controle do tráfico de drogas do Complexo do Alemão chegar-se à brilhante conclusão de que uma delas é a polícia.

Estando clara a explicação que vai acima, há ainda que lembrar o que foi dito no início do texto: a despeito do nazismo ter mantido a propriedade privada nominal das empresas alemãs, era o Führer que mandava nelas e quem não o obedecesse era preso e tratado como inimigo do povo alemão. Assim como os próprios judeus, muitos industriais e capitalistas genuinamente germânicos foram obrigados a FUGIR da Alemanha quando a loucura coletiva com o nome de nazismo começou a se espalhar pelo país (Em muitos casos, Hitler mandava o serviço secreto alemão caçar essas pessoas e trazê-las de volta ao país para tê-los como escravos, que colaborariam com o regime emprestando suas habilidades de forma compulsória). Esses "capitalistas" que fugiram por se negarem a obedecer e oferecer préstimos ao nazismo não contam como prova da incompatibilidade e da aversão da burguesia alemã ao nazismo? Por que essa informação não entra nos livros de história do méqui, a única fonte de informação que Cynara leu? Se é que ao menos os leu...

Notem também que a lista de empresas que Cynara fornece como prova (?!?) de que o nazismo era de direita (?!!!!!?) é composta de várias empresas alemãs (todas, a essa altura, obrigadas pelo detentor do monopólio do uso da violência para fins de coerção, o Estado alemão, a OBEDECEREM ao nazismo), mas entre elas aparecem duas não alemãs: a IBM, que é americana e a Fiat, que é italiana. A IBM de fato ofereceu equipamentos, as chamadas máquinas Hollerith, que eram os "computadores" da época. Acontece que a IBM é uma empresa americana e, portanto, o governo nazista era para a IBM um cliente como outro qualquer. Ao contrário do que foi alegado por Cynara, não houve nenhum apoio político, mas a IBM apenas forneceu para os nazistas os equipamentos que ela produzia. A acusação da Socialista Morena equivaleria a um juiz que condenasse um dono de um restaurante por ter fornecido um prato de refeição a um sujeito que após comê-lo tivesse praticado um crime, alegando que dessa forma o dono do restaurante teria se tornado cúmplice do crime praticado. É uma acusação completamente disparatada, bem ao estilo do desespero da esquerda em disseminar o ódio a empresas e ao livre mercado.

Já em relação à Fiat, fiz uma pesquisa na Internet sobre o alegado apoio da Fiat com o nazismo. Nada encontrei. Também nunca vi nenhuma referência em nenhum dos livros nos quais estudei. Trata-se de uma alegação muito estranha porque quase que concomitantemente ao nazismo, a Itália, país de origem da Fiat, estava sofrendo o flagelo do fascismo. Ao contrário do nazismo, o fascismo não era tão ameaçador para os capitalistas. Embora também fosse um inimigo do livre mercado e, assim, do capitalismo, o regime fascista (tal qual o petê faz hoje no Brasil) beneficiava os empresários que tinham ligação com o partido, no modelo chamado "Capitalismo de Estado". Assim, não é que a Fiat tenha apoiado o fascismo, mas exatamente o contrário. Foi graças ao fascismo que a Fiat se transformou em um mega grupo. Isso aconteceu porque o governo dava vantagens a essa empresa, o que criava uma situação de concorrência desleal, o que é exatamente o CONTRÁRIO do livre mercado e do capitalismo. Isso prova mais uma vez que o fato de DETERMINADAS empresas capitalistas apoiarem um regime NÃO significa que o CAPITALISMO apoiou esse regime, mas exatamente o contrário.

O que Cynara Menezes esquece de fazer referência no texto dela é o fato de que o dinheiro e a ajuda de capitalistas, sobretudo os americanos, foi muito mais decisivo para a União Soviética comunista do que para a Alemanha nazista, conforme pode ser conferido no livro "Wall Street and the Bolshevik Revolution: The Remarkable True Story of the American Capitalists Who Financed the Russian Communists" (Wall Street e a Revolução Bolchevique: A Memorável História Verdadeira dos Capitalistas Americanos que Financiaram Comunistas Russos), de Anthony C. Sutton, mais um livro do qual a ignara demonstra completo desconhecimento (isso porque sou eu quem faço parte do grupo de "jovens sem leitura, desconhecedores da (sic) história e que se contentam com meia dúzia de frases nas redes sociais" e ela o poço de leitura, cultura e erudição).
Aliás, aqui se faz necessário uma nota importante: Não só Wall Street financiou a Revolução Bolchevique desde 1917, conforme atesta a obra de Sutton supramencionada, como também foi a ajuda americana que permitiu a sobrevivência do regime comunista quando os americanos mandaram milhares de toneladas de alimentos para aplacar a fome do povo russo e estancar a mortandade causada pela aventura de coletivização da agricultura. O modelo comunista de agricultura gerou um total desastre no que diz respeito à produção de alimentos (A mitomania da esquerda se esforça por fazer acreditar que a grande fome à qual foi submetida o povo russo foi fruto de causas "naturais" e não do modelo comunista. Tal lorota já foi desmentida pelo historiador Richard Edgar Pipes, nascido na Polônia e considerado o maior especialista do mundo em História da Rússia, em suas obras "A Rússia sob o antigo regime", de 1974; "A Revolução Russa", de 1990; e "A Rússia sob o regime bolchevique", de 1994). Quando a coletivização das Industrias levou a economia Russa ao colapso e Lênin foi obrigado a decretar a NEP (Nova Política Econômica), mais uma vez foi o dinheiro de capitalistas americanos que salvarou o regime comunista. Por fim, em que pese o fato de a esquerda (sobretudo a brasileira que, dada a aversão pela leitura, costuma ser dotada de uma ignorância natural que reforça a vocação esquerdista para mentir e acreditar nas próprias mentiras) gostar de se jactare de que teria sido o exército de Stalin quem derrotou Hitler, no mundo real a verdade é que quando Hitler decidiu romper chamado Pacto Ribbentrop Molotov e invadir a Rússia, Stalin estava completamente enfraquecido militarmente, porque ele próprio, com medo de um golpe de estado, havia destruído o exército russo. Stalin mandara assassinar mais de 300 mil oficiais do chamado "Exército Vermelho", que àquela altura se encontrava em frangalhos. Mais uma vez foi o dinheiro de capitalistas americanos que permitiu a Stalin fortalecer às pressas o exército russo, para que ele pudesse reagir a e, eventualmente, derrotar Hitler (um problema que o próprio Stalin havia criado). Em suma, durante diversos episódios da História do comunismo, sem a ajuda do capitalismo liberal e sem ajuda de capitalistas americanos nesses momentos de fragilidade, o próprio povo russo teria se revoltado, derrubado o regime e o comunismo estaria hoje em seu devido lugar: a lata de lixo da História. Não teria existiu Guerra Fria, os irmãos Castro não teriam de quem comprar petróleo abaixo do preço e vender cana-de-açúcar acima do preço, a América Latina não estaria assolada pelo flagelo do bolivarianismo, Antonio Gramsci seria um mero louco desconhecido, os bandoleiros que hoje integram o petê não teriam para o povo brasileiro a menor relevância, o Brasil seria uma nação livre e próspera. Maldito povo americano! 
Feitas as considerações acima, seguindo a linha de raciocínio montada pela Socialista Morena para provar que o nazismo era "de direita" porque foi apoiado por algumas empresas capitalistas, seriamos obrigados a inferir que o próprio comunismo também era de direita. Obiter dictum, nunca teria existido absolutamente nada que tenha sido legitimamente de esquerda. Toda vez que um representante do movimento revolucionário (alguma ideologia de esquerda) alcançar sucesso em estabelecer suas ambições de poder totalitário e, por conseguinte, acontecerem os assassinatos em massa típicos dessas circunstâncias, basta alegar que esse regime nunca foi de esquerda, mas apenas se trata de mais um exemplo da ação da "extrema-direita" (se for o caso, elencar a expressão com os adjetivos "neoliberal", "hidrófoba", etc., para realçar o efeito pirotécnico da acusação). Se Cynara não chegou a fazer tal afirmação foi porque ela sabe que se publicar um texto com mais de uma lauda em seu blog, atingirá no máximo a meia dezena de leitores (é exatamente a aversão à leitura que leva uma pessoa a ser levada pelo fluxo da cultura dominante se tornar um esquerdista). Em verdade, seu chefe — o dono do lupanário que os petistas chamam de revista Carta Capital, da qual Cynara é mepregada — Mino Carta já incorreu nesse despautério. Esse mentecapto, desesperado para se livrar do sangue nas próprias mãos, não demonstrou nenhum pudor em gravar um vídeo o qual registra para posteridade ele afirmando que Stalin era de direita!
O filme Fascismo Inc. é o terceiro feito por Chatzistenaou para mostrar as origens da crise econômica na Europa e na Grécia em particular. São imperdíveis também os primeiros da série: Dividocracia e Catastroika, que denunciam a bolha imobiliária e depois a “ajuda” do FMI (Fundo Monetário Internacional), fiel à sua velha cartilha de socorrer os ricos em detrimento dos pobres. Em Fascismo Inc., o cineasta esmiúça a estreita colaboração de industriais e banqueiros com os nazistas para perseguir e destruir o sindicalismo e os socialistas, a quem chamavam de “terroristas” (qualquer coincidência com o Brasil de hoje será mera semelhança). Detalhe: Hitler extinguiu o Partido Comunista alemão um dia depois de tomar posse.
Se alguém abrir um saco de macarrão para sopa, desses em que a massa é moldada em formato de letras, e despejá-lo aleatoriamente em cima de uma mesa, corre o risco de produzir um texto mais inteligente, mais argumentativo, mais coeso e mais bem escrito do que as caraminholas produzidas pela Socialista Morena. Aqueles que não tenham o hábito da leitura, certamente não perceberão de pronto, mas basta comparar a qualidade da fibra produzida pelo encadeamento de ideias no texto original (eu disse ideias?) e a produzida por cá, por este escriba que critica o texto original e será fácil entender ao que me refiro. A Socialista Morena colocou como título "Como os capitalistas financiaram o nazismo de Hitler e o fascismo de Mussolini" o que nos leva (nós, "liberais fascistas" — para usar um adjetivo-oximoro cunhado por Breno Altman, outro luminar da corja esquerdista — que, por definição, somos "escravos da lógica" e do "conteúdo semântico das palavras") a imaginar erroneamente que ela vai argumentar e/ou explicar sobre "como os capitalistas financiaram o nazismo de Hitler e o fascismo de Mussolini". Para nossa surpresa ela não apenas se nega absolutamente a cumprir o que prometera, como também, lá pelas tantas, começa a, ex nihilo, comentar a filmografia de um tal documentarista de nome Chatzistefanou. Somos informados que um dos filmes desse diretor, "Fascismo Inc.", aborda a relação entre "industriais e banqueiros com nazistas", mais uma vez incorrendo na promessa de que se procure fora do texto dela aquilo que o título prometia que estaria lá. A essa atura o texto já virou o samba do crioulo-doi... perdão! Eu quis dizer a "expressão cultural rítmica popular do afrodescendente com distúrbio de déficit cognitivo comportamental"... O ponto é que ninguém mais sabe onde a Socialista Morena pretende chegar. Ela também não sabe. 

O fato reportado pelo cineasta (a tal relação entre industriais e nazistas) ao qual ela se refere é só a reafirmação do que foi dito no início do texto (ou seja, uma "re-reafirmação" do que qualquer pessoa com o primeiro grau completo foi obrigada a ouvir seus professores repetirem por pelo menos quatro anos): "a burguesia apoiou o nazifascismo". E, portanto, não serve de argumento pelo motivo que já foi exposto acima: a burguesia apoiou o fascismo dentro de um contexto histórico quando havia a contingencia de escolher entre ele OU ser esmagado por Moscou, conforme endossa o historiador Denis Mack Smith (precisa perguntar se Cynara já leu, ou ao menos já ouviu falar dele?). Contudo, nesse parágrafo há um imbróglio a ser destrinchado, que causa confusão na cabeça de muita gente. No momento em que ela diz "industriais e banqueiros colaboraram com os nazistas para perseguir de destruir o sindicalismo e os socialistas" e também  própria passagem de Denis Mack Smith em que ele diz "O fascismo estava fazendo sucesso NÃO por causa de sua ideologia, mas devido às suas expedições punitivas que intimidavam a oposição socialista" pode levar um inadvertido a imaginar que: SE há uma oposição entre "fascismo" e "socialismo" E SE o "socialismo" é de esquerda, ENTÃO o nazismo e o fascismo seriam de direita.

Este ponto é muito importante. Prestem muita atenção! É a própria esquerda quem faz questão de propalar que ser "socialista" não é, necessariamente, ser "marxista" ou "comunista" (o próprio Mino Carta, muso da Socialista Morena, é um dos que afirmam isso, no mesmo vídeo em que ele ensandecidamente alega que Stalin é de direita). Eles gostam de repetir isto bem alto, para descolar a reputação do "socialismo" das imagens evocadas pelo pronunciamento dos nomes de Stalin, Mao Tsé-tung, Enver Hoxha, Nicolae Ceaușescu, János Kádár, Pol-Pot, Hồ Chí Minh, Walter Ulbricht, Kim il-Sung, Robert Mugabe, Slobodan Milošević, Walter Ulbricht, Josip Tito, Wojciech Jaruzelski, Leonid Brezhnev et caterva. O fato é que durante o século XIX, as esquerdas debatiam vários tipos de socialismo, sendo o marxismo apenas UM entre muitos. É verdade histórica reportada em qualquer livro sério sobre essas ideologias que a maioria dos integrantes do partido nazista e do partido fascista (incluído aí o próprio Mussolini) eram egressos dos partidos comunistas de seus respectivos países. Mas enquanto ideologias próprias, tanto o nazismo como o fascismo são herdeiros de modelos de socialismos que tinham completa independência em relação ao pensamento de Karl Marx. 

Enquanto o socialismo de origem marxista se baseava na luta de classes e pregava a promessa de que algum dia se alcançaria a estatização de todos os meios de produção, o socialismo nazista pregava a cooperação entre as classes e sabia que a estatização total dos meios de produção era impossível (conforme seria demonstrado, mais tarde, por economistas como Ludwig von Mises e o próprio Freiderich Hayek). Assim eles aceitavam que os meios de produção fossem "parcialmente estatizados", mantendo a propriedade nominal ao mesmo tempo em que a própria natureza do regime garantia que seus donos não pudessem dispor deles segundo suas vontades, mas apenas dispor deles segundo a vontade do Estado. Ora! "Dispor segundo a vontade do dono" é, nada mais nada menos, do que a definição de PROPRIEDADE PRIVADA. Se o dono o possui, mas não pode dispor daquilo que possui, ele não possui de fato. A "propriedade privada" está para a "propriedade privada no nazifascismo", assim como a "democracia" está para a "democracia na República Democrática Popular da Coreia do Norte". Para qualquer pessoa capaz de realizar uma única sinapse fica evidente que — SIM!  o nazismo é um regime completamente antiliberal e de caráter revolucionário, sendo, portanto, um LEGÍTIMO EXEMPLAR DA ESQUERDA POLÍTICA. 

No que diz respeito ao fascismo, em que pese o fato de Mussolini ter respeitado um pouco mais a ideia de a propriedade privada, que é a base da democracia liberal, ainda assim se tratava de um cenário que é tão distinto do livre mercado (do capitalismo) quanto um orango tango é distinto de um ser humano. O fascismo pregava a regulação econômica pelo estado de todas as formas. Para quem não sabe, a CLT introduzida no Brasil por Getúlio Vargas foi inspirada na Carta Del Lavoro, de Mussolini. O lema do fascismo era “Tudo para o Estado, nada contra o Estado, nada fora do Estado”. O fascismo é o sistema de governo/modelo econômico que: Exalta o poder estatal como sendo a fonte de toda a ordem; Torna o poder executivo o senhor irrestrito da sociedade; Carteliza o setor privado; e planeja centralizadamente a economia subsidiando grandes empresários com boas conexões políticas; tal arranjo NECESSARIAMENTE desemboca na supressão de direitos e liberdades fundamentais aos indivíduos. O fascismo é um entrave ao livre mercado (capitalismo), impõe um estado tão enorme, pesado e violento que o capital e a produtividade da economia são completamente exauridos.  

O fascismo representava uma ameaça aos socialistas exatamente porque era uma forma mais atraente e cativante de se aplicar no mundo real as principais teorias socialistas.  Foi por isso que os socialistas abandonaram seu partido original e migraram para o recém criado partido fascista. Ocorre que embora distingam-se quanto aos meios, ambos, tanto o fascismo quanto o socialismo marxista são etapas de um continuum que visa ao controle econômico total, e, por conseguinte uma ditadura política. Tal qual o nazismo, o fascismo evita a luta de classes que é o cerne da ideologia marxista (socialismo comunista), através de leis e regulamentações cada vez mais rígidas, o Estado fascista rege a relação entre os industriais cartelizados de um lado e os trabalhadores igualmente cartelizados do outro (o que é um sindicato senão um cartel?) e, com isso, cria uma conjuntura que se assemelha muito mais ao modelo econômico e político construído por Stalin do que aquele pelo qual lutava Margaret Thatcher. Em se tratando de uma ideologia, uma proposta de recriar a sociedade, cerceando a liberdade e os direitos individuais, dando ao Estado o direito de exercer poder sem limites na economia, o fascismo, tal qual o nazismo e o comunismo, também pode ser listado como legítimo representante da esquerda política, sendo cada uma dessas três ideologias formas diferentes de socialismo com vistas se alcançar um controle total do Estado sobre a sociedade.

Uma vez explicados os pormenores da situação, fica fácil entender que o enunciado "industriais e banqueiros colaboraram com os nazistas para perseguir de destruir o sindicalismo e os socialistas" é verdadeiro se, E SOMENTE SE, a palavra "socialistas" se referir a "socialistas de linhagem marxista", que eram os que pregavam as ideias enfermiças de Marx e semeavam a discórdia entre as classes através do aparato sindical. Como o fascismo não deixe de, na prática, ser uma das formas possíveis de socialismo, se o objetivo fosse EVITAR e não INDUZIR à confusão, poderíamos reescrever a passagem assim: "industriais e banqueiros colaboraram com os nazistas para perseguir de destruir o sindicalismo e os MARXISTAS (ou COMUNISTAS)"; conforme já foi explicado, os nazistas também eram SOCIALISTAS, de linhagem não marxista. Claro que, conforme já foi dito, Cynara não precisa explicar, nem argumentar (é tudo perda de tempo!) para ela basta repetir os clichês, os cacoetes mentais e as imprecisões que foram popularizadas pelo méqui. Dado o baixo nível de instrução e a imensa aversão pela leitura que reinam no Brasil, isso lhe basta para lhe permitir cantar vitória. A última frase "Hitler extinguiu o Partido Comunista Alemão um dia depois de tomar posse" exemplifica exatamente o que foi explicado acima: o "Nacional Socialismo" (Nazismo) e o "Marxismo" eram dois tipos de SOCIALISMO que competiam entre si pela hegemonia na Europa. O fato do Nacional Socialismo se opor ao Socialismo Internacional NÃO faz dele um regime de direita, assim como o fato de os integrantes de uma quadrilha perseguirem e matarem seus rivais NÃO faz deles policiais (e o fato do candidato do PSB concorrer pela presidência da república com o candidato do petê também não faz o PSB um partido de direita — salvo no cérebro necrosado de Cynara). As palavras do próprio Hitler ilustram o contexto da situação: "Marx deturpou o VERDADEIRO socialismo". Cada uma dessas três formas de socialismo clavam para si o caráter de "O VERDADEIRO SOCIALISMO", se o socialismo marxista (comunismo) conseguiu usurpar dos seus irmãos esse epíteto, tal ocorrido se deve tão somente ao fato de o fascismo e o nazismo terem sido derrotados na Segunda Guerra Mundial, ao passo em que o socialismo marxista sobreviveu, causou a Guerra Fria, e ainda hoje, após a dissolução da União Soviética, continua a  preencher as fantasias de volúpia de pseudo intelectuais ao redor do mundo, mas com sucesso ímpar nas regiões atrasadas, como determinados países do continente latino americano.
O documentário relata inclusive como a perseguição aos judeus não foi apenas uma questão racial, mas também tinha interesses econômicos. Como os judeus integravam uma poderosa classe média na Alemanha de então, os nazis se utilizaram do racismo para fazê-los bode expiatório da crise, acusando-os de “roubar os empregos” dos alemães – não por acaso, o mesmo discurso que a direita utiliza atualmente em relação aos imigrantes na Europa. O fascismo de Benito Mussolini não foi, ao contrário do que os ditadores pregavam, um movimento de massas: o rei Emanuel III entregou o poder a Mussolini porque era o que queriam as indústrias do Norte da Itália. Para confrontar as massas de esquerda, era preciso criar um movimento de massas de direita. Que melhores líderes para isso do que o psico Adolf e o fanfarrão Benito?
"O documentário relata inclusive como a perseguição aos judeus não foi apenas uma questão racial, mas também tinha interesses econômicos." De tudo que a Socialista Morena redigiu, essa passagem é a ÚNICA verdadeira. Só não se consegue entender o que a levou a afirmar isso, já que tal colocação conta pontos contra a tese que ela defende. De fato, os judeus eram uma parte importante da burguesia alemã, eles eram considerados a elite que deveria ser aniquilada para o estabelecimento de uma sociedade SEM APROVEITADORES, cuja riqueza e bem aventurança eram fruto da EXPLORAÇÃO do POVO alemão, através do LUCRO VIL. Percebam que a ÚNICA diferença do nazismo é o fato de que, no contexto da Alemanha, havia um caráter étnico para ser usado como estopim para o processo. Não obstante, o processo em si (que consiste na pregação da inveja, do ressentimento, do ódio e a responsabilização dos bem-sucedidos pelas mazelas que acometem o "povo") é o MESMÍSSIMO que vem sendo usado desde a Revolução Bolchevique até o hoje, por exemplo, no bolivarianismo que se espalha na América Latina e que atribui "azelite" a culpa pelo fracasso de um modelo atrasado baseado no estatismo. Acontece que a correspondência com os fatos no texto de uma mentirosa contumaz (ou ignorante completa, cada um que faça seu diagnóstico) necessariamente não poderia passar de um mero lapso, logo em seguida ela volta para as táticas de embromação que ela usa tão bem: 

"Não por acaso, o mesmo discurso que a direita utiliza atualmente em relação aos imigrantes na Europa". Esse é outro ponto que precisa de paciência para ser dissecado. Vamos recapitular, o nazismo era um tipo de socialismo que se distinguia do socialismo marxista porque:
01) defendia a concórdia e a cooperação entre as classes, no lugar da "luta de classes" pregada pelo marxismo. 
02) não prometia a estatização total dos meios de produção, mas permitia uma propriedade privada "pró-forma" (aspecto que, na prática, não distinguia muito do socialismo bolchevique, porque NENHUM país em que tenha sido implantado o regime marxista chegou à estatização de TODOS os meios de produção, até porque isso é uma impossibilidade técnica. Mesmo na União Soviética, o Partido Comunista era obrigado a fazer vista grossa para determinadas propriedades que continuavam privadas ou, mais que isso, "privatizar" determinados meios de produção entregando-os para serem geridos por determinado membro proeminente do PC, caso isso não fosse feito toda a economia entraria em colapso. Portanto, o comunismo prometia e não cumpria a estatização de total dos meios de produção, ao passo que o nazismo nem mesmo chegava a prometer, pois sabia que era um objetivo inalcançável) e, por fim 
A essa lista acrescentaremos agora mais uma distinção:
03) O socialismo marxista era um movimento que se pretendia supranacional. Havia, naquela época, um conjunto de vários movimentos comunistas (remanecentes da extinção, em 1876, da "AIT", Associação Internacional dos Trabalhadores, que era integrada por organizações operárias de diversos países europeus e tinha como mentor e principal líder o próprio demônio em pessoa, Karl Marx) que compunham a chamada "Internacional Comunista" (da qual se destacou a "Terceira Internacional", também chamada de "Comintern". Dela havia participado ninguém menos do que — vejam só quanta coincidência! — ... o ilustre Mussolini! Por que será que essa parte da História a Socialista Morena omitiu? Dou um doce para quem descobrir). Esses grupos espalhavam no seio de cada país Europeu a ideia de que o proletariado desses países deveria se revoltar conta o que eles chamavam de "Estado Burguês" (o Estado Democrático de Direito) e se alinhar com a Revolução Bolchevique — portanto, com Moscou. Era precisamente contra a submissão a uma potência estrangeira que se levantaram tanto o nazismo quanto o fascismo. 
Assim, por conta disso, tanto o nazismo quanto o fascismo, pregavam ideias nacionalistas, assim, contrárias ao socialismo internacionalista que reunia o proletariado do mundo todo sob a mão de ferro da Nomenklatura moscovita — socialismo do "povo alemão para o povo alemão" ("do povo italiano para o povo italiano", no caso do fascismo). Essa característica nacionalista é um dos pouquíssimos atributos que poderiam ser considerados "de direita" no nazismo e no fascismo,contrariamente a todo um histórico, toda uma mentalidade e toda uma agenda de esquerda. Como todo o movimento comunista mundial de certa forma é herdeiro direto da Internacional Comunista, e como o comunismo é o norte ideológico das formas de socialismo contemporâneas (mesmo para as que são nacionalistas, como o bolivarianismo chávez-madurista), é comum que a esquerda pregue o internacionalismo que, no limite, aponta para a dissolução dos Estados Nação. Ao analisarmos a estratégia da esquerda precisamos ter em mente que eles não possuem o menor apreço pela coerência, até mesmo porque na visão deles a "LÓGICA" (oriunda da filosofia grega), sob ordem de Antonio Gramsci, é exatamente um dos entraves a serem combatidos pelos revolucionários (a "moral", oriunda da religião judaico cristã e o "direito", legado romano, são os outros dois). Dessa forma, a Socialista Morena quer fazer entender que o nacionalismo é necessariamente nefasto. Nada poderia ser mais falso. Cada país tem uma capacidade de absorção de estrangeiros. Se o fluxo de estrangeiros for superior a essa capacidade, os cidadãos nativos é que viverão como estrangeiros dentro de suas próprias casas. 

É o que vem acontecendo em diversos países da Europa, que recebem maciça imigração de pessoas islâmicas. Essas pessoas fogem do cenário tenebroso em que se transformou seu local de origem, por conta da imposição autoritária da Xária, a lei islâmica. Uma vez instalados na sociedade que lhes deu guarita, passam a impor, na qualidade de maioria numérica, a MESMA Xária que os levou a fugir de seus locais de origem. Nos Estados Unidos acontece um fenômeno semelhante: uma nação que se transformou na mais rica e próspera da face da terra por conta do liberalismo econômico está, aos poucos, adotando modelos econômicos socialistas, porque imigrantes de origem latina ganham direito a voto e passam a votar sempre nos políticos mais demagogos e populistas, a exemplo de Barack Hussein Obama, o queridinho da esquerda americana, que está conduzindo o país para a bancarrota. Ocorre que a esquerda é excelente para criticar as fronteiras, mas quando imigrantes causam problemas, eles os varrem para debaixo do tapete dos outros. É o caso do governador do Acre (petista) que permitiu a entrada de milhares de emigrantes haitianos no Brasil e, quando estes (dada o baixo nível de instrução) começaram a engrossar as massas de pedintes na cidade de Rio Branco, ele (o governador) simplesmente os colocou em ônibus e os mandou para São Paulo, para que eles possam sugar nas tetas do welfare state custeado com o dinheiro dos contribuintes paulistas, que nada tinham a ver com o caso. Portanto, a alegação de que a direita europeia usa o mesmo argumento do nazifascismo contra entrada de emigrantes em seus países é mais uma das aleivosias dessa senhora.

Uma vez entendidos o porquê do caráter internacionalista do socialismo marxista, a dimensão da luta de classes transmutada no nazismo para uma limpeza étnica e os motivos que levam a direita a rejeitar grandes influxos de imigração, é importante notar ainda que a alegação de Cynara Menezes sobre a direita que tenta controlar a entrada de pessoas de outros nacionalidades em seus respectivos países, de saída, é uma forma baixa, torpe e pulha de dizer uma mentira para conseguir fazer valer uma "Falácia de Falsa Analogia". Primeiramente é mentira, porque a quase totalidade dos judeus instalados na Alemanha pré-Hitler eram empresários ou profissionais autônomos. Nem Hitler, nem o partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, nem os alemães de então acusavam os judeus de "roubar empregos do povo alemão", conforme Cynara afirma. Isso é simplesmente um logro de felonia imensurável. Pelo contrário, a acusação que recaia sobre os judeus era a de que eles eram "aproveitadores", "empresários exploradores do povo alemão". Os judeus não roubavam empregos do povo alemão, mas ao contrário DAVAM EMPREGOS em suas empresas. Já os imigrantes os quais a direita americana e a direita europeia tentam barrar a entrada em seus respectivos países saem de seus locais de origem e vão para a América ou para a Europa exatamente interessados em viver custeados pelo welfare state que as esquerdas (americana e europeia) montaram (na Inglaterra, por exemplo, 20% dos imigrantes hoje viviem amparados pelo sistema de seguridade social). Enquanto os judeus viviam com recursos próprios na Alemanha e, inclusive, geravam riquezas que eram usufruídas pelo povo alemão, os imigrantes que adentram as fronteiras dos países ricos o fazem motivados pela possibilidade de viverem sustentados pelo dinheiro dos impostos dos contribuintes desses países, portanto a comparação é de uma desfaçatez que só não choca mais, porque saindo de quem saiu, nada mais deve chocar.
Sobre a ação da esquerda que ao mesmo tempo prega que o Estado seja o mantenedor de todas as necessidades materiais de que cada cidadão e que as fronteiras sejam abolidas para que o Estado se transforme em provedor também das necessidades materiais dos não-cidadãos, vamos para mais um parêntese: quem entende minimamente de economia sabe que o Estado não produz riqueza, portanto o custo das chamadas "ações combate à pobreza" (as esmolas que a a elite esquerdista dominante distribui) são financiadas pela parcela da população que produz riqueza, portanto são caridade com o dinheiro alheio, usurpado de nós através dos impostos. O Brasil possui hoje índices escorchantes de impostos, os quais não param de subir, já estamos indo para 50% de carga tributária, o que quer dizer que o governo nos toma metade de tudo que produzimos. A justificativa que a esquerda encontra para essa situação absurda é, claro, a de que é preciso financiar os programas que promovem o amparo aos pobres. Se o empenho em acabar com a pobreza dos pobres brasileiros já gera um fardo tão pesado para quem produz riqueza, como esse mesmo partido pode ser a favor de, ao aceitar e promover a imigração em massa de miseráveis haitianos para dentro do nosso país, incluir na lista dos que devem ser amparados pessoas que nem nascidas no Brasil são? Eu já disse e repito: parece loucura, mas é método. Quem primeiro recomendou o aumento infinitesimal da dívida pública com a finalidade de falir o Estado, como estratégia revolucionária, foi o próprio Karl Marx, em sua "Mensagem da Direção Central à Liga dos Comunistas", de março de 1850: "Se os democratas propuserem o imposto proporcional, os operários exigirão o progressivo; se os próprios democratas avançarem a proposta de um [imposto] progressivo moderado, os operários insistirão num imposto cujas taxas subam tão depressa que o grande capital seja com isso arruinado; se os democratas exigirem a regularização da divida pública, os operários exigirão a bancarrota do Estado". Contudo, quem realmente fez essa tática proposta por Marx se popularizar no repertório de ideias da extrema esquerda contemporânea foram os autores Richar Cloward e Frances Fox Piven, no artigo “The Weight of the Poor: A Strategy to End Poverty” (O Peso dos Pobres: Uma Estratégia para acabar com a pobreza), publicado no The Nation, a 2 de maio de 1966 (é possível comprar uma cópia do artigo original ao preço de 3 dólares no saite da publicação, ou conferir o teor do texto nesse resumo em português). Popularizada pelo estrategista de extrema-esquerda Saul Alynsk, a Chamada Estratégia Cloward&Piven continha todos os passos para como executar a ordem de Marx dentro de um Estado liberal capitalista transformando-o em um Estado previdenciário pré-socialista, cuja falência (justamente por ser insustentável) seria anunciada como uma crise do capitalismo. É assim que a esquerda trabalha: se a direita não faz nada e permite a imigração de um contingente de miseráveis, conforme o petê procede no Acre, estes passarão a fazer parte da súcia que será usada pela própria esquerda como massa de manobra para tocar a estratégia revolucionária, se a direita atua politicamente para impedir o colapso do sistema, a esquerda, tal qual a Socialista Morena faz no texto dela, acusa-a de ser contra os pobres, fortalecendo assim sua hegemonia cultural. Em um caso ou no outro eles ganham.
"Para confrontar as massas de esquerda, era preciso criar um movimento de massas de direita". Meu Deus! É preciso muita firmeza de propósito para simplesmente não mandar essa mulher tomar... "Massas de direita"!!!! Como diria a correligionária dela, Maria do Rosário: Mazuquiéiçu!!! A direita e o conservadorismo são baseados na valorização do indivíduo. O coletivismo é exatamente o traço mais característico do pensamento esquerdista. "Massas de direita" é o mesmo que "círculo quadrado". Sem comentários!
O filme mostra ainda como, no tribunal de Nuremberg, as empresas envolvidas com o nazismo foram submetidas a uma pantomima de condenação. Enquanto os oficiais nazis foram enforcados, quem entrou com o dinheiro para financiar a empreitada foi solto anos depois –os diretores da IG Farben (Bayer), que fornecia os químicos para matar gente, foram condenados a no máximo 8 anos.
Apesar de ter colocado com titulo de seu texto a promessa da explicação de "Como os capitalistas financiaram o nazismo de Hitler e o fascismo de Mussolini", isso é tudo que a Socialista Morena não faz. A essa altura do campeonato já ficou claro que se trata de uma resenha cinematográfica do tal documentário que ela já fez referência há três parágrafos. Uma resenha com um título totalmente equivocado e muito mal escrita, só para não fugir à regra do estilo-redação-do-ENEM da Socialista Morena. Pois bem: se Hitler tinha a sociedade alemã em suas mãos e o partido nazista havia aparelhado completamente o Estado alemão, inclusive tornando onipresente a cultura da delação (outro traço característico que assemelha o nazismo aos regimes totalitários de extrema-esquerda), como mensurar se a cooperação de alguém com o nazismo foi por alinhamento à proposta ideológica ou por constrição? O que ela esperava? Que os direitores da IG Farben, uma indústria química, fossem condenados a morte, por coordenarem a fabricação de produtos químicos? Essa mulher é totalmente descompensada.
Mas o pior são os sinais que Chatzistenaou está vendo, na sociedade grega, de recrudescimento deste nazi-fascismo financiado pela grana: os partidos neonazis gregos são apoiados por parte da elite econômica e dos grupos de mídia (olha eles aí de novo) do país. E o cineasta está convencido de que é uma tendência que pode se espalhar como consequência da crise. “Nosso lema é: ‘o que acontece na Grécia nunca fica na Grécia. Temo que este crescimento da extrema-direita e movimentos neo-nazistas que estamos vendo nos últimos anos na Grécia apareçam em outros países da Europa onde a austeridade foi imposta do mesmo jeito”.
A Socialista Morena incorre no mesmo erro que ela critica no nazismo — Como poderia ser diferente? — o de usar de bodes expiatórios. "partidos neonazis gregos são apoiados por parte da elite econômica". Ignorando o fato de que a Socialista Morena não apresenta nenhum indício ou argumento para provar que o alegado está acontecendo de fato, qual interesse que um "grupo de mídia" teria em financiar grupos ou partidos neonazistas? Que eles produzam massacres que serão noticiados pelos "grupos de mídia" com o objetivo de elevar a audiência? Perceba que se você se afasta somente um pouquinho do transe provocado pelas repetições ad infinutum dos jargões promulgados pela esquerda ("a culpa e das elites econômicas" ou "a culpa é dos 'grupos de mídia', que devem ser subjugados por uma Lei de Medios ou o que o valha"), as palavras da Socialista Morena não fazem sentido algum. Na verdade, esse é um método da esquerda. Conscientes de que a maioria da população é extremamente suscetível a apelos emocionais e impermeável a argumentações racionais, eles criam discursos que não significam absolutamente nada, mas que, uma vez bem recheados dos clichês e das palavras de ordem, levam os receptores a imaginarem por si mesmo um significado que, stricto sensu, não existe. Um texto esquerdista é uma espécie de Mancha de Rochard semântica. A verdade que se esconte por trás da pirotecnia farsesca da Socialista Morena é que hoje, de fato, na Grécia não param de eclodir grupos ligados movimento revolucionário exatamente pelo sucesso da estratégia do aumento infinitesimal da dívida pública proposto por Karl Marx em 1850. Que ela culpe a direita por ser responsável por aquilo que vem sendo semeado pela esquerda há mais de um século não é nada mais do que o fato de que ela está colocando em prática o famoso imperativo de Lênin: "Acuse-os do que você é".

"Temo que este crescimento da extrema-direita e movimentos (sic) neo-nazistas que estamos vendo nos últimos anos na Grécia apareçam em outros países da Europa onde a austeridade foi imposta do mesmo jeito” Sim, claro! Esperar que os governos gastem dentro do limite do que eles arrecadam e não abram rombos na dívida pública que obrigarão a impressão de papel moeda sem lastro e causará inflação que penalizará toda a população, mas sobretudo os mais pobres, é a causa do ressurgimento do nazismo (!!!!) Aliás, vamos nos abster de cooperar com a Mancha de Rochard, leiam o anunciado de novo: "Temo que este crescimento da extrema-direita e movimentos (sic) neo-nazistas que estamos vendo nos últimos anos na Grécia apareçam em outros países da Europa onde a austeridade foi imposta do mesmo jeito” Pergunta: "do mesmo jeito" é de que jeito? Hã? A frase não faz o MENOR sentido, mas ela não foi escrita para fazer sentido. Ela foi escrita para elencar lado a lado os termos "extrema-direita", "neonazismo" e "políticas de austeridade". Na maioria das vezes nós acreditamos que burros são aqueles que não entendem o que leem, no caso dos textos escritos por esquerdistas, PRECISA SER MUITO BURRO PARA ENTENDER O QUE ELES QUEREM DIZER.
Muita gente usa a tirania do ditador soviético Josef Stalin para atacar a esquerda. Stalin (cujo exército, por sinal, derrotou os nazistas) é acusado da morte de milhões, mas o socialismo foi uma de suas vítimas. Hitler também matou milhões, mas o capitalismo não sofreu sob o nazismo ou o fascismo. Pelo contrário: foi seu financiador.
Percebam que mesmo na qualidade de socialista, ela é obrigada a reconhecer que a Coreia do Norte NÃO é democrática e que Stalin foi um ditador (Como se Fidel Castro e Nicolás Maduro fossem os antípodas de Kim Jong-Un e do responsável por Holodomor, mas enfim...). Que palhaçada! Dizer que o exército de Stalin derrotou os nazistas é um exemplo de meia verdade que é pior do qualquer mentira. Ela se reporta apenas à parte da História posterior ao momento em que Stalin rompeu com Hitler. Basta suprimir o fato de que foi Stalin que deu recursos e armamentos a Hitler para que esse atacasse as nações ocidentais — com o objetivo de que, quando estivessem tanto os nazistas quanto os países ocidentais enfraquecidos pela guerra entre si, ele (Stalin) atacaria e dominaria a todos —, basta suprimir qualquer menção ao pacto Pacto Molotov-Ribbentrop (o qual raríssimos professores do méqui mencionam em salas de aula) que Stalin emerge da História reescrita pela Socialista Morena como o herói que derrotou o nazismo. É muita cara de pau! Hitler é cria de Stalin. A aliança entre Hitler e Stalin já estava consolidada e em estado avançado, desde 1934. Esta relação espúria entre o nazismo e o comunismo está fartamente documentada em obras como "O Grande Culpado - O Plano de Stálin para Iniciar a Segunda Guerra Mundial", de Viktor Suvorov; "Stalin e a corte do Czar Vermelho", de Simon Sebag Montefiore; "O Jovem Stalin", de Simon Sebag Montefiore; "Stalingrado, O Cerco Fatal", de Antony Beevor; "A Loucura de Stalin", de Constantine Pleshakov; "Stalin, um desconhecido - Novas revelações dos arquivos desconhecidos", de Zhores A. Medvedev e Roy A. Medvedev, etc. Autores que na cabecinha oca dessa pândega são tidos como "jovens sem leitura, desconhecedores da história e que se contentam com meia dúzia de frases nas redes sociais".

"Stalin é acusado da morte de milhões, mas o socialismo foi uma de suas vítimas". Em primeiro lugar, Stalin não é "acusado". A abertura dos arquivos soviéticos promovida pelo presidente Nikita Khrushchov comprovou que Stalin foi sim o responsável direto pela morte de milhões de vítimas. Portanto, tratar um culpado com o eufemismo de "acusado" é, para dizer o mínimo, debochar da História e da inteligência dos leitores. Ademais, ela precisa decidir se Stalin era um "ditador" ou se ele é "acusado", a maneira como a ideia está expressa é ESQUIZOFRÊNICA, auto-contraditória. E que conversa é essa de nega que Stalin era socialista? O próprio Eric Hobsbawm via (vê, já que ele morreu, mas seus livros ficaram) em Stalin a materialização do projeto do socialismo marxista. Então a Socialista Morena se considera mais marxista do que o organizador da coleção "A História do Marxismo" e autor das "Eras", o próprio Eric Hobsbawm, para quem a União Soviética realmente alcançou o socialismo sob o poder de Stalin? O único socialismo que pereceu por conta de Stalin foi o nazismo (cujo apogeu também foi responsabilidade direta do próprio Stalin, conforme já foi dito e cuja vitória Stalin só conseguiu com ajuda dos americanos, não custa repetir). O socialismo-comunista teve em Stalin seu mais fiel representante. Marx advogou que se criasse uma ditadura do proletariado pela concentração dos poderes nas mãos do Partido Comunista e pela subjugação da sociedade. FOI EXATAMENTE ISSO QUE STALIN FEZ. 

"Hitler também matou milhões" Mais confusão, desinformação e embromação. Que tal alguma reverência pelos fatos, senhora Socialista? Não há registros de que Hitler ou Stalin tenha matado alguém com suas próprias mãos. Quem o fez e foi para o púlpito da ONU jactar-se de seus crimes foi outro facínora, Che Guevara, o qual nós sabemos que a Socialista Morena dá pulinhos de alegria pela mera audição do nome (Aliás, essa história de nazismo e comunismo me fez lembrar umareportagem bem interessante). Quem matou milhões não foi Hitler, mas a IDEOLOGIA NAZISTA. Mais precisamente, 6 milhões, segundo os arquivos de Nuremberg. Já a IDEOLOGIA COMUNISTA, somente no país governado por Stalin, a União Soviética, matou 35 milhões, portanto um número SEIS VEZES maior do que o número de vítimas produzidas pelo nazismo. Isto poque estamos contabilizando somente os que morreram nos expurgos, como pré-requisito para a implantação do sistema. Não entram nessa conta os que morreram de fome como consequência da improdutividade da agricultura coletivista e outras causas diretamente ligadas à implantação do regime. Os números com certeza são muito maiores. Ao mesmo tempo, o nacional socialismo só foi implantado na Alemanha, ao passo que o socialismo comunista fez vítimas em Cuba, na Coreia do Norte, no Camboja, etc. Somente na China foram 60 milhões de vítimas dos expurgos. Portanto afirmar "Hitler TAMBÉM" matou milhões é, de novo, recorrer ao eufemismo para minimizar os crimes do SOCIALISMO COMUNISTA. 

Por fim, dizer que o "capitalismo não sofreu com o nazismo nem com o fascismo" é de um grau de perfídia que chega a ser patológico. O "capitalismo" — nome pelo qual os SOCIALISTAS (tanto os do socialismo comunista, quanto os do nacional socialismo, vide o famosíssimo discurso de Hitler no dia do trabalho)  chamam a LIBERDADE  — não só sofreu como até hoje sofre por causa das atrocidades cometidas por Hitler e Mussolini. Toda vez que alguém levanta a voz contra o avanço de regimes baseados nas aleivosias marxistas, a súcia clama em uníssono: "Nazista!", "Fascista!" Como se o nazismo e o fascismo fossem os mais legítimos representantes do liberalismo econômico e político.  Aliás, quantas vezes a própria socialista morena tentou, ao longo do texto, associar o "liberalismo econômico" e a "oposição ao endividamento público ao aumento do poder estatal (que ela chamou de "políticas de austeridade")" ao nazismo e ao fascismo? O texto dela é a prova empírica do contrário do que ele quer dizer. 
Assistam o filme, é muito bom. Legendas em português.
Ah! Tá! O texto da Socialista Morena é sobre o filme. Eu bem que desconfiei.

Epílogo:

Não acreditem em mim, pesquisem por si mesmos, confiram os links presentes neste artigo, se debrucem sobre as obras dos autores aqui citados e, a partir da COMPARAÇÃO entre a linha de estudo que posiciona o nazismo e o fascismo à direita do espectro político com a linha de estudo que os posiciona à esquerda, descubram por si mesmos quais são "os jovens sem leitura, desconhecedores da história e que se contentam com meia dúzia de frases nas redes sociais". Podem começar por comparar as fontes a que Cynara se reporta com as fornecidas nesta crítica. Enquanto eu cito um punhado de pensadores renomados, intelectuais de alto gabarito, autores de livros prestigiados até mesmo pela própria esquerda, as fontes de Cynara se resumem a um blog de um tuiteiro (cujas referências, por sinal possuem uma série de links fantasmas) e um pseudo documentário, cuja relevância se dá por ter sido badalado por militantes da própria extrema-esquerda, tais quais ela mesma (a própria Cynara Menzes) e gente da mesma récua dela, a exemplo de outro notório "pena de aluguel", o "jorpetista" Luis Nassiff, em seu blog.


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